quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Visão, Amor pelo Perdidos e Disposição

Fonte: JMN/IPB

Para iniciar um trabalho missionário numa igreja, é necessário primeiramente que, aquelas pessoas interessadas em fazê-lo, se prontifiquem a compreender a vontade de Deus em relação ao assunto. Para isso, precisam ter a visão certa: a visão de Deus. Então podemos fazer algumas perguntas para entendermos melhor sobre essa necessidade.
- O que você sente no coração quando ouve alguém falar sobre as necessidades do mundo?
- Idéias novas e diferentes surgem em sua mente quando alguém lhe fala sobre missões?
- Você ora constantemente pelos missionários que estão no campo?
- Você tem influenciado outros para se envolverem com missões?
- Quando alguém compartilha contigo a respeito do seu chamado, você o incentiva a continuar?
- Você já mobilizou pessoas alguma vez a enviar uma oferta missionária para missões?
- Você gosta de participar de conferências, congressos, acampamentos que abordam o tema missões?
- Você envia periodicamente oferta para algum missionário no campo?
Deu para sentir que as perguntas acima apontam uma ligação inquebrável das três áreas necessárias na vida da igreja, para alguém iniciar um departamento missionário. Essas áreas são, na verdade, a essência do compromisso missionário que todo cristão deve ter no seu dia a dia, elas são:
VISÃO + AMOR PELOS PERDIDOS + DISPOSIÇÃO = M I S S Õ E S
Mais de dois bilhões e setecentos milhões de seres humanos, número que representa cerca de dois terços da humanidade, ainda não foram evangelizados. Sentimo-nos envergonhados da nossa negligência para com tanta gente; continua sendo uma reprimenda para nós e para toda a Igreja. Há, no momento, todavia, em muitas partes do mundo, uma receptividade sem precedentes para com o Senhor Jesus Cristo. Estamos convictos de que esta é a hora de as igrejas e outras instituições orarem fervorosamente pela salvação do povo não evangelizado e de lançarem novos programas visando a evangelização total do mundo.
(CONGRESSO INTERNACIONAL DE EVANGELIZAÇÃO MUNDIAL, Lausanne)
"E disse-lhes: Ide por todo o mundo, e pregai o evangelho a toda criatura"
(Marcos 16:15).
As Boas Novas do Evangelho foram deixadas na terra por Jesus, para toda a raça humana. Por isso, devemos ir por todo mundo, e não apenas para algumas regiões. O "Ide" é imperativo e não opcional. Este é o nosso chamado como corpo de Cristo, é a nossa responsabilidade: ir e pregar o evangelho.
VISÃO -Olhar para o mundo sob a perspectiva bíblica. Saber que Jesus morreu por todos os homens. Conhecer as necessidades do homem e ter a verdadeira consciência sobre as responsabilidades conferidas a você para mudar tal situação.
AMOR PELOS PERDIDOS -Uma paixão desenfreada por aqueles que se perdem no mundo. Preocupação autêntica com as pessoas que ainda não foram alcançadas pelo evangelho. Sofrimento e dor quando ouve alguma notícia sobre a situação caótica da raça humana. Sente a responsabilidade de mudar a situação.
DISPOSIÇÃO - Levanta-se para fazer algo concreto em benefício das pessoas. Não mede esforços para trabalhar na casa de Deus. Está sempre alegre em saber que tudo aquilo que é feito para a obra de Deus é bom e satisfatório. Não importa o resultado imediato, o importante é que o nome do Senhor está sendo glorificado. Dispõe-se debaixo de uma vívida e empolgante responsabilidade para mudar a situação.
Visão = Conhecer a responsabilidade.Amor pelos perdidos = Sentir a responsabilidade.Disposição = Agir sob a responsabilidade.
Fazer missões é algo imperativo para o povo de Cristo. O "Ide" é uma ordem do próprio Senhor Jesus.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Pastores e Lobos; Ovelhas e Bodes

Isaltino Gomes Coelho Filho

Duas pessoas amigas me enviaram uma mensagem intitulada “Pastores e lobos”, mostrando as diferenças entre o realmente pastor e o que é um lobo e se aproveita do rebanho. Sei que as duas não quiseram me enquadrar como lobo. Elas me conhecem, sabem de minha vida ministerial, respeitam-me e damo-nos bem. Foi para uma reflexão necessária, e até um desabafo delas, com tantos aproveitadores.
A ambas, respeitosamente, disse que não via como carapuça, mas gostaria de mostrar outro aspecto. Gostaria que alguém escrevesse sobre “ovelhas e bodes”. Pois assim como há lobos disfarçados de pastores, há bodes mascarados de ovelhas. Ovelhas são dóceis, dão lã e seguem o líder. São úteis e boas de se trabalhar. Bodes dão marrada, cheiram mal, alimentam-se até de lixo, e embora tenham utilidade, são problemáticos. Não sou uma autoridade “bodal” e talvez falhe na análise do bode, mas peguei carona na palavra de um pastor que ofendido por um membro da sua igreja (chamam a isso de “confrontar”) que alegou que não tinha pastor, e que ele nunca fora um pastor para ele, respondeu-lhe calmamente: “Mas você não é ovelha; você é bode. Você dá marradas para não ser guiado”. Alguma autoridade em vida caprina poderá destacar as virtudes do bode, mas é neste contexto que falo.
Deus é testemunha do que falo: se eu fosse Deus (por favor, isto é retórica) não chamaria um sujeito como eu para o ministério. Não sou digno do ministério. Não estou só. Paulo não se achava digno de ser apóstolo. Perseguira a igreja de Deus. Eu não sou digno pelas minhas falhas. O pastor que me batizou, Pr. Falcão, em entrevista a uma finada revista denominacional, declarou, nos anos sessentas, na minha adolescência: “As minhas limitações me frustram”. As minhas me arrasam. Mas também uso as palavras de Paulo: “Pela graça de Deus sou o que sou”. E me escoro nas palavras de Deus a ele: “A minha graça te basta”. Pela graça de Deus sou pastor. Só por ela. Isto basta.
Mas e o bode? É aquele crente marrento, que pula de igreja em igreja, sempre criticando os irmãos. Sempre vendo defeitos nas igrejas. Sempre reclamando e nada fazendo para melhorar. É mestre em apedrejar. Não constrói. Chega a uma igreja e parece carro queimando óleo e com escapamento aberto. Faz um barulhão danado, mas andar que é bom, nada. Faz movimento, agita, tem seus projetos personalistas (o bode gosta de “eu” e “meu”, não de “nós” e “nosso”), tumultua, cria problemas, depois vai agitar em outro lugar. Não pára em igreja alguma. Pondo-se na balança o que ele fez de bom pesa menos que borboleta.
O bode é o crente não dizimista, que combate o dízimo, mas tem todas as soluções para a vida financeira da igreja. Que critica a liderança, mas não se qualifica para exercê-la. Que vê as falhas dos irmãos, mas não ora por eles, nem se solidariza nos momentos difíceis. Que se alheia e não se envolve. É assistente e não participante. Desfruta, mas não investe. Ovelha dá prazer. Bode traz dor.
Deus é testemunha. Peço diariamente que ele me torne digno de ser pastor. Sem falsa espiritualidade, já chorei pedindo-lhe que me faça uma pessoa melhor, um homem melhor, um pastor melhor. Minhas limitações me arrasam. Quero ser pastor, não lobo.
Cada ovelha deve pedir todos os dias a Deus que não a deixe ser bode. Que seja pessoa apascentável, e não elemento desagregador. Muito pastor dará contas a Deus de sua “lobice”. Isto me atemoriza. E muitas ovelhas darão contas a Deus de sua “bodice”. Se você se julga ovelha, seja uma ovelha, não um bode. E ore por mim e pelos demais pastores, para que sejamos PASTORES. E seja OVELHA.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

SOBRE PASTORES E LOBOS

Osmar Ludovico da Silva

Pastores e lobos têm algo em comum:
ambos se interessam e gostam de ovelhas, e vivem perto delas.
Assim, muitas vezes, pastores e lobos nos deixam confusos
para saber quem é quem.
Isso porque lobos desenvolveram uma astuta técnica de se disfarçar em ovelhas interessadas no cuidado de outras ovelhas.
Parecem ovelhas, mas são lobos.
No entanto, não é difícil distinguir entre pastores e lobos.
Urge a cada um de nós exercitarmos o discernimento para descobrir quem é quem.
Pastores buscam o bem das ovelhas,
Lobos buscam os bens das ovelhas.
Pastores gostam de convívio,
Lobos gostam de reuniões.
Pastores vivem à sombra da cruz, lobos vivem à sombra de holofotes.
Pastores choram pelas suas ovelhas,
Lobos fazem suas ovelhas chorar.
Pastores têm autoridade espiritual,
Lobos são autoritários e dominadores.
Pastores têm esposas,
Lobos têm coadjuvantes.
Pastores têm fraquezas,
Lobos são poderosos.
Pastores têm senso de humor,
Lobos levam-se a sério.
Pastores olham nos olhos,
Lobos contam cabeças.
Pastores apaziguam as ovelhas,
Lobos intrigam as ovelhas.
Pastores são ensináveis,
Lobos são donos da verdade.
Pastores têm amigos,
Lobos têm admiradores.
Pastores extasiam-se com o mistério,
Lobos aplicam técnicas religiosas.
Pastores vivem o que pregam,
Lobos pregam o que não vivem.
Pastores vivem de salários,
Lobos enriquecem.
Pastores ensinam com a vida,
Lobos pretendem ensinar com discursos.
Pastores sabem orar no secreto,
Lobos só oram em público.
Pastores vivem para suas ovelhas,
Lobos abastecem- se das ovelhas.
Pastores são pessoas humanas reais,
Lobos são personagens religiosos caricatos.
Pastor vão para os púlpitos,
Lobos vão para os palcos.
Pastores são apascentadores,
Lobos são marqueteiros.
Pastores são servos humildes,
Lobos são chefes orgulhosos.
Pastores interessam-se pelo crescimento das ovelhas,
Lobos interessam-se pelo crescimento das ofertas.
Pastores apontam para Cristo,
Lobos apontam para si mesmos e para a instituição.
Pastores são usados por Deus,
Lobos usam as ovelhas em nome de Deus.
Pastores falam da vida cotidiana,
Lobos discutem o sexo dos anjos.
Pastores deixam-se conhecer,
Lobos distanciam-se e ninguém chega perto.
Pastores sujam os pés nas estradas,
Lobos vivem em palácios e templos.
Pastores alimentam as ovelhas,
Lobos alimentam-se das ovelhas.
Pastores buscam a discrição,
Lobos autopromovem-se .
Pastores conhecem, vivem e pregam a graça,
Lobos vivem sem a lei e pregam a lei.
Pastores usam as Escrituras como texto,
Lobos usam as Escrituras como pretexto.
Pastores comprometem-se com o projeto do Reino,
Lobos têm projetos pessoais.
Pastores vivem uma fé encarnada,
Lobos vivem uma fé espiritualizada.
Pastores ajudam as ovelhas a se tornarem adultas,
Lobos perpetuam a infantilização das ovelhas.
Pastores lidam com a complexidade da vida sem respostas prontas,
Lobos lidam com técnicas pragmáticas com jargão religioso.
Pastores confessam seus pecados,
Lobos expõem o pecado dos outros.
Pastores pregam o Evangelho,
Lobos fazem propaganda do Evangelho.
Pastores são simples e comuns,
Lobos são vaidosos e especiais.
Pastores têm dons e talentos,
Lobos têm cargos e títulos.
Pastores são transparentes,
Lobos têm agendas secretas.
Pastores dirigem igrejas-comunidades,
Lobos dirigem igrejas-empresas.
Pastores pastoreiam as ovelhas,
Lobos seduzem as ovelhas.
Pastores trabalham em equipe,
Lobos são prima-donas.
Pastores ajudam as ovelhas a seguir livremente a Cristo,
Lobos geram ovelhas dependentes e seguidoras deles.
Pastores constroem vínculos de interdependência,
Lobos aprisionam em vínculos de co-dependência.

Os lobos estão entre nós e é oportuno lembrar-nos do aviso de Jesus Cristo:

“Guardai-vos dos falsos profetas, que vêm a vós disfarçados em ovelhas, mas interiormente são devoradores” (Mateus 7:15).

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Eu Prefiro não ser "Gospel"

Josué Campanhã

Há algum tempo participei como convidado de uma reunião de empresários “gospel”. A reunião durou uma hora e meia, mas depois de dez minutos minha vontade era sair correndo, enojado com o que estava ouvindo. Falou-se de tudo em termos de “negócios gospel”. Como atingir o mercado, como produzir produtos mais atraentes, como vender o público “gospel” para as empresas seculares, como oferecer vantagens aos pastores para que eles permitissem que os produtos fossem vendidos nas igrejas, e vai por aí afora.
Em momento algum ouvi algo sobre: como vamos causar um impacto com o evangelho no Brasil e no mundo; quantos novos missionários vamos sustentar com o lucro do negócio “gospel”; o que vamos fazer para ajudar as igrejas a buscarem um avivamento; como vamos tornar Jesus conhecido.Depois que saí da reunião sem dar o meu apoio àquele tipo de negócio, comecei a refletir. Quando não éramos o mercado “gospel”, comprávamos bíblias para ler e estudar, e não para colecionar. Comprávamos CDs pela profundidade das letras e espiritualidade dos cantores, e não pela fama dos artistas. Abríamos novas igrejas para alcançar os que não conheciam a Jesus, e não por causa de uma nova visão que causou divisão. Cada pastor estudava a Bíblia e ouvia o Espírito Santo para pregar a cada semana, e não simplesmente reproduzia a mensagem pronta recebida do seu bispo ou apóstolo.
No tempo em que não éramos “gospel”, pastor ainda era respeitado e podia comprar a crediário. Não tínhamos bancada evangélica, que segundo a imprensa, só gera escândalos. Não precisávamos de prêmios para artistas e escritores de sucesso ou para igrejas que se tornaram famosas. No tempo em que não éramos “gospel”, o show ainda se chamava louvorzão, não cobrava ingresso e não precisava de camarote vip para os artistas.Como diz um amigo meu: “e pensar que tudo começou com um jumentinho!”. Conseguimos transformar Jesus em “gospel”, “fashion” e “pós-moderno”, mas ainda não conseguimos traduzir a Bíblia para todas as línguas em que ela não existe, nem reverter a corrupção neste país, nem causar um impacto transformador na socidade.
Hoje os resultados da febre “gospel” mostram gráficos cada vez mais animadores para os empresários. No entanto, no tempo em que não éramos “gospel”, os resultados para o Reino eram mais consistentes. Nesta era “gospel” nos orgulhamos de ter milhares de igrejas e milhões de crentes, mas não nos envergonhamos da “corrupção gospel”. Nos orgulhamos por estar no rádio e na tv, mas não nos envergonhamos por termos diminuído o número de missionários no Brasil e no mundo. Nos orgulhamos de estar mais próximos aos governantes para orar com eles, mas não nos envergonhamos de que um avivamento ainda não aconteceu em nossa nação por falta de oração e quebrantamento da nossa parte.
Alguém pode dizer que tudo isto é saudosismo. Eu me considero um futurista, sem qualquer dificuldade para quebrar os tradicionalismos do passado. No entanto, eu penso e analiso gerações. E quando faço isto e tiro conclusões, eu vejo que a igreja evangélica brasileira se tornou grande e obesa, mas sem agilidade para provocar transformações. Ela corre o risco de girar em torno de si mesma.
Enquanto esta igreja gigante e cheia de potencial não acordar para um quebrantamento do Espírito, vamos nos encantar com nosso gigantismo, mas não seremos efetivos em nosso impacto. Eu prefiro não ser “gospel” no sentido em que esta palavra é usada hoje, mas sou de Jesus, creio num avivamento da igreja brasileira e sonho com o dia em que o Brasil será usado por Deus para um impacto missionário global.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

A CONFIANÇA EM AMULETOS!

Prof. João Flávio Martinez
Acreditamos que a fé das pessoas deve e tem que ser estimulada. Infelizmente, vemos que nessa tentativa certas igrejas estão usando um sistema não ensinado pela Bíblia. Sistema este cuja base é a troca da fé genuína, pela fé no visível e palpável. Nós, que somos protestantes, somos conhecidos por crer no Deus invisível e não aceitar o palpável (Jo 20.29). Como aceitar essa doutrina dos amuletos imposta por algumas denominações evangélicas? Cornetas, espadas, sal grosso, arruda, rosa, enxofre e muito mais. Isso tudo é inaceitável, visto não ter bases bíblicas e nunca ter sido praticado pela Igreja primitiva. Devemos ter em mente o nosso verdadeiro alvo, a fé viva em Deus, invisível, mas real (I Tm 1.17).
"...fitando os olhos em Jesus, autor e consumador da nossa fé..." (Hb 12.2).
Esse desvio de alvo tornou-se tão sério que as pessoas dessas igrejas precisam quase sempre de um objeto para que sua fé funcione.
Certo dia eu encontrei um irmão, amigo meu, que congregava em uma dessas igrejas. Nesse nosso encontro ele mostrou-me uma corneta e tocou bem forte. Após isso me perguntou:
- "Você sentiu?"
-"Senti o que?"
-"O poder", disse ele.
Demonstrei na minha fisionomia que não havia entendido nada e então ele explicou-me:
- "É uma corneta ungida e o Bispo nos disse que tem poder, poder tão forte que expulsa até demônios."
Chocado eu lhe expliquei que só no nome de Jesus havia poder para tal (Mc 16.17) e que eu não sabia que a igreja dele estava dando aquilo para seus membros. Ele, um tanto chateado, disse-me:
- "Dando não, eu paguei cem reais!".
Depois desse diálogo, disse até logo e fui embora. Relatei esse fato para mostrar que se não for feito nada a coisa não vai ficar boa.
Uma vez ou outra nos deparamos com estes amuletos dependurados nas casas de certos cristãos. Isso é lamentável!
Em outra ocasião fui chamado com urgência para acudir certa pessoa com problema de possessão - era a nora de uma irmã que freqüentava uma dessas igrejas. Ao chegar contemplei sua nora terrivelmente endemoninhada, mas o que mais me chocou não foi o estado de possessão em que se encontrava a moça e sim ao ver a irmã fazendo um exorcismo com um amuleto na mão. O amuleto era o chaveiro da denominação que ela freqüentava. Quando a indaguei sobre o que fazia, a mulher disse-me que o chaveiro era ungido e que o pastor tinha lhe dito que aquilo era poderoso até para expulsar demônio. Mostrei-lhe como era o certo e a aconselhei a jogar fora aquela "idolatria Evangélica".
O Senhor JESUS nos deu autoridade para expulsar o mal em seu nome, e não usar de amuletos e artimanhas. Não nos esquecendo que estes amuletos não são de graça, custam muito dinheiro e usurpam a glória de Deus.

A UNÇÃO DAS GALINHAS

Extraído do Site: Ministério CACP
Você já deve ter ouvido “testemunhos” para lá de estranhos, como um que, há algum tempo, virou motivo de zombaria na Internet, pelo qual certo pregador afirma que galinhas, em um galinheiro, teriam sido “batizadas com o Espírito Santo”. Uma delas, inclusive, teria falado em línguas angelicais, sendo interpretada por um galo! Confira - Escute o testemunho - clique aqui
Eu não publico este artigo para zombar de quem afirma isso, pois o meu objetivo não é expor pessoas, e sim orientar o povo de Deus. Mas é óbvio que esse “testemunho” é antibíblico e blasfemo.
Muitos têm argumentado: “Deus não usou a boca de uma jumenta? Por que não pode usar galinhas? Não podemos pôr Deus dentro de uma caixinha”. Oh, sim, porém, nas circunstâncias que envolviam o mercenário Balaão, não havia ninguém, de fato, para ser usado por Deus. Foi uma exceção à regra. Não vemos depois daquele episódio Deus usando outros animais para transmitir mensagens com voz humana. Ah, e não nos esqueçamos de que o Diabo também usou a boca de uma serpente, no primeiro caso em que um animal falou (Gn 3.1).
Deixando um pouco de lado o assunto do galinheiro, muitos irmãos me perguntam se Deus usou mesmo a boca de uma jumenta. É claro que sim, mas não como se ela fosse um profeta de Deus, que diz “Assim diz o Senhor”. Sabemos que jumentas não falam; não raciocinam como homens, pois não foram dotadas da mesma capacidade humana para falar. Como teria aquela jumenta raciocinado e repreendido o profeta, que a espancava?
Foi Deus mesmo quem abriu a boca da jumenta. E foi somente depois de Balaão ter reconhecido o seu erro, ao ouvir as palavras do animal, que Deus abriu os seus olhos! “Que te fiz eu, que me espancaste estas três vezes? (...) Porventura, não sou a tua jumenta, em que cavalgaste desde o tempo que eu fui tua até hoje? Costumei eu alguma vez fazer assim contigo? E ele respondeu: Não. Então, o Senhor abriu os olhos a Balaão...” (Nm 22.28-31). O profeta só viu o anjo depois de ter ouvido a repreensão da jumenta!
É, pois, um equívoco pensar que Deus apenas abriu a boca do animal, que, por conta própria, raciocinou, articulou bem as sílabas e impediu a loucura do profeta! Deus abriu a boca da jumenta e lhe deu palavras inteligíveis, como se fosse uma pessoa falando, a fim de repreender Balaão (II Pe 2.16). Isso foi um milagre, uma ação divina sobrenatural! Não houve mensagem profética, do tipo “Assim diz o Senhor”, mas, quanto ao fato de Deus ter usado a jumenta, não há dúvidas.Bem, voltando ao episódio da galinha que teria falado em línguas angelicais, sendo interpretada por um galo, em um galinheiro repleto de aves “batizadas com o Espírito Santo”, afirmo que, como servos do Senhor, não devemos interpretar a Bíblia à luz das nossas experiências, e sim estas à luz da Palavra de Deus. Esse “testemunho“ é aberrante, antibíblico e blasfemo.
Não há nenhum caso similar no Novo Testamento. Mas os defensores de "testemunhos" como esse recorrem a passagens bíblicas isoladas, fora do contexto, dizendo ter a "unção da loucura de Deus", fazendo uma interpretação forçada de I Coríntios 1.25, que não menciona a loucura de Deus de modo literal. Ali a ênfase recai sobre a grandeza da sabedoria de Deus em comparação com a limitada sabedoria humana (cf. I Co 2.1-10). Tanto que o versículo menciona também a "fraqueza de Deus". Por que os milagreiros da atualidade não pregam sobre a "unção da fraqueza de Deus"?
Outra passagem preferida dos milagreiros é João 14.12. Fenômenos para lá de exóticos ocorrem, gerando confusão, todos acompanhados de heresias verbalizadas. Isso sem falar do fato de que os tais milagreiros verberam contra veteranos homens de Deus, chamando-os de "velharada". No entanto, quando estudamos, à luz da língua original, a expressão "coisas maiores", vemos que Jesus enfatizou quantidade, e não qualidade das obras. As "obras maiores" que a igreja deve fazer hoje são as mesmas mencionadas em Marcos 16.15-20, e não sinais exóticos, estranhos, esquisitos, que só geram confusão e divisão.
Nos cultos da igreja de Beréia, os crentes recebiam de bom grado as pregações, mas as examinavam à luz das Escrituras (At 17.11). Imagine se um pregador, naqueles dias, dissesse que Jesus batiza galinhas com o Espírito Santo! Com certeza, considerariam tal afirmação blasfema, haja vista distorcer o propósito do revestimento de poder, dado exclusivamente às pessoas salvas, obedientes ao Senhor (At 2.39,38; 5.32).
Fica para nós uma lição: qualquer experiência, por mais extraordinária e “fenomenal” que seja, se não tiver apoio claro e inquestionável da Palavra de Deus ou gerar confusão doutrinária, deve ser rejeitada. Não é por acaso que as Escrituras nos mandam provar se os espíritos são de Deus (I Jo 4.1). Afinal, quem é espiritual discerne, julga, prova bem tudo (I Co 2.15).
Fontes:Ciro Sanches Zibordi

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

O DOM DE SEPULTAR IGREJAS

Augustus Nicodemus

É um assunto sensível e delicado, mas acho que devo escrever sobre ele. É o caso de pastores que acabam ficando conhecidos, não pelas novas igrejas que abriram, mas pelas igrejas que sepultaram. A mão deles, ao sair das igrejas, quase sempre foi aquela que fechou os olhos do pobre cadáver eclesiástico.Soube que os colegas de um desses, na gozação, haviam decidido entregar-lhe “a pá de ouro”, quando finalmente se jubilou para alívio de todos... (qué malos!) Os pastores com o ministério do “esvaziamento bíblico” são um problema para suas denominações, que ficam sem saber o que fazer com eles, após terem criado problemas em praticamente todas as igrejas por onde passaram. O pior é quando um pastor desses acaba obtendo algum poder político no âmbito da denominação, o que torna ainda mais difícil achar uma solução.
E que solução haveria para os pastores que têm um histórico crônico de problemas nas igrejas por onde passaram? Acho que se deve, em primeiro lugar, dar um crédito de bona fide. Será que o problema é realmente o pastor ou os conselhos e igrejas por onde, por azar, andou pastoreando? (há, de fato, conselhos, consistórios ou mesas diretoras conhecidos por trucidarem pastores. Mas, isso é assunto de outro post...)
Descontado este crédito, fica evidente que tem gente que errou na escolha do ministério pastoral como sua missão no mundo. Talvez esse engano não foi intencional. O zelo e o ardor de servir a Deus e de viver em contato com sua Palavra e a sua obra fazem com que muitos jovens cristãos, cheios de amor ao Senhor, busquem o pastorado como a maneira prática de realizar seus sonhos espirituais. A esses, muito pouco tenho a dizer, senão que podemos ser espirituais, zelosos por Deus, amantes de Sua Palavra e de sua obra em qualquer outro lugar além do púlpito. Há cristãos zelosos e sinceros que sinceramente erraram na vocação. Há também aqueles que viram o pastorado como meio de vida, ou que ficaram fascinados pelo prestígio que o púlpito e o microfone na mão parecem conferir aos que chegam lá. O pastorado exige mais que desejos profundos de santidade e paixão pelas almas perdidas. E obviamente, nunca será eficazmente desempenhado por quem entrou por motivos baixos.Não estou dizendo que a prova da genuinidade da vocação é o sucesso numérico, pastorados longos em um único lugar e um histórico de saídas pacíficas de diferentes igrejas. Sei que números não dizem tudo. Nem saídas pacíficas de pastorados longos. Contudo, dizem alguma coisa. O problema se agrava porque em denominações históricas se incentiva o ministério em tempo integral. O pastor, via de regra, só aprendeu a fazer aquilo mesmo: realizar atos pastorais, elaborar uma liturgia, preparar sermões e estudos bíblicos, atender gente no gabinete, visitar os enfermos e necessitados, animar os cultos de domingo, fazer a sociabilidade da igreja, e por ai vai. Se sair do pastorado, não sabe praticamente fazer mais nada. Vai acabar abrindo uma igreja para ele, como muitos fizeram. Para evitar o problema, algumas denominações incentivam pastores bi-vocacionados, isto é, que além do ministério pastoral, tenham uma profissão secular.
Pastores com dom de fechar igrejas acabam se tornando um problema para todo mundo, especialmente quando eles vêm com um defeito de fábrica: a falta do “mancômetro”, um instrumento extremamente necessário para o ministério pastoral, que avisa quando está na hora de sair. Pastores sem mancômetro não conseguem perceber aquilo que todo mundo fica com receio de dizer-lhe abertamente: que de pastor mesmo, ele tem pouco ou nada. E que a melhor coisa que ele deveria fazer, era pedir para sair, e sair silenciosamente, sem fazer muito barulho.
Não posso deixar de admirar pastores que após algum tempo de ministério voluntariamente pedem para sair, ao perceber que cometeram um erro ao entrar. Conheci uns três ou quatro que fizeram isso, apesar de só me lembrar do nome de um deles. Tenho certeza que uma atitude dessas por parte de irmãos com o dom de enterrar igrejas agradaria ao Senhor. A ponto dele abrir-lhes portas para ganharem a vida de uma forma realmente digna e decente. Lembro-me da oração de meu sogro, o Rev. Francisco Leonardo, quando era reitor do Seminário Presbiteriano do Norte: “Senhor, manda para o seminário os verdadeiros vocacionados e coloca para fora os que não são”. Se mais diretores de seminários e conselhos de igrejas fizessem esse tipo de oração com mais freqüência, teríamos que entregar menos “pás de ouro” nos concílios.

sábado, 5 de julho de 2008

PL 122/06 PODE SER APROVADO RAPIDAMENTE

Tsuli Narimatsu > Jornalista da Portas Abertas

Protesto contra PL 122/06 movimenta o Congresso
Um grupo formado majoritariamente por evangélicos esteve no Congresso Nacional (25/06) para protestar contra o PLC 122/06, projeto de lei que criminaliza a homofobia, e que está para ser votado na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAS).
Segundo estimativa da Polícia Militar, cerca de mil pessoas protestou em frente ao Senado contra a aprovação do projeto, mas os manifestantes, apesar da ação pacífica e de estarem em um número maior do que o oficialmente divulgado, foram impedidos de entrar no Congresso Nacional, onde funcionam as duas Casas Legislativas: a Câmara dos Deputados e o Senado Federal.
Atenção à tramitação do projeto
Atualmente o projeto está para ser votado na Comissão de Assuntos Sociais (CAS). De lá, seguirá para a aprovação da Comissão de Direitos Humanos (CDH) e depois para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
Pode parecer um longo trajeto, mas não é. Assim que deixar a CCJ, o PLC 122/06 irá diretamente para mãos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que já disse que irá sancionar (ou seja, assinar) a lei de homofobia.
Corre à boca pequena que a transferência do projeto da CDH no início do ano para a CAS seria para ganhar tempo e fazer um acordo com senadores. Ore para que não haja nenhuma forma de cooptação dos políticos envolvidos no processo.
Votação surpresa
Faz parte da estratégia usada pelos senadores (e também por deputados e vereadores) a falta de transparência na agenda dos trabalhos legislativos – o que impede que o povo conheça com antecedência o que está para ser votado, e portanto, não consiga se mobilizar a tempo.
Desse modo, diversas leis que interferem diretamente na vida dos cidadãos são aprovadas. E foi exatamente assim que o PLC 122/06 foi aprovado em todas as comissões (colocado em pauta na última hora) e pelo plenário da Câmara dos Deputados, em uma sessão esvaziada, quando a bancada evangélica estava ausente.
Muitos deputados à época não criam na aprovação de uma lei tão absurda que fere a liberdade de pregação da Bíblia Sagrada, entre outros pontos. Mas o projeto chegou ao Senado e está próximo de se tornar lei.
Lembre-se: nossa liberdade religiosa, de interpretação e pregação – não apenas de trechos bíblicos como também do Alcorão e da Torá – podem sofrer um “cala boca”.
Se o PLC 122/06 for aprovado como está, você poderá assistir pastores, padres, rabinos e xeiques presos. A realidade da Igreja Perseguida expressa em nossa revista e livros pode se tornar a realidade da Igreja Brasileira. Sem contar que seremos obrigados a “contrabandear” Bíblias cujo original não foi censurado!

Clique aqui para saber o endereço e o telefone dos 36 senadores e ver uma sugestão de modelo de carta.
Fonte: Portas Abertas

quarta-feira, 4 de junho de 2008

BODES

Arthur W. Pink

Há uns poucos meses atrás, publicamos algumas notas sobre bodes, nos enviadas por um irmão da Austrália. Várias pessoas têm escrito para dizer que elas foram ajudadas pelas mesmas. Não muito depois disso, escrevemos para o irmão Klooster, que está engajado na obra do Evangelho na Holanda, uma terra onde os bodes são totalmente comuns entre as pessoas mais pobres. No decorrer da nossa carta a ele, mencionamos que era a nossa crescente convicção de que “os bodes” de Mateus 25:33 etc. são cristãos professos que são desprovidos da vida de Deus em suas almas. Sua réplica fortaleceu ainda mais a nossa convicção, e dela extraímos aqui alguns pensamentos com respeito a estes animais, como sendo uma descrição daqueles que levam o nome de Cristo, mas que são estranhos à Sua salvação.
Leia Mateus 25:31-33. “É claro, à partir da Escritura, que as ‘ovelhas' mencionadas aqui são o povo escolhido de Deus, que foram lavados no sangue do Cordeiro, e que seguem o grande Pastor (João 10:26-29). Igualmente claro à partir da Escritura é que os ‘bodes não são ateus e outros que repudiam a existência do Deus eterno, mas são aqueles que tendo ‘uma forma de piedade, negam, entretanto, o poder dela', pessoas que estão sempre aprendendo e ‘nunca são capazes de chegar ao conhecimento da verdade' (2 Timóteo 3:5-7). Olhando agora para Mateus 25:44, lemos que os bodes responderão à Cristo 'dizendo, Senhor, quando foi que Te vimos com fome?' Somente aqueles de quem é dito em 2 Timóteo 3:5; Judas 11 etc. irão (nem mesmo as ovelhas, os filhos de Deus) se dirigir a Ele como ‘Senhor'. Por meio disto eles mostram sua ‘forma de piedade' ou semelhança externa aos filhos de Deus, de forma que, a uma certa distância, os bodes se parecem com as ovelhas na aparência e no som de seu balar. Em Mateus 7:21-23 lemos sobre este mesmo povo religioso, com sua ‘forma de piedade'.
“Na Escritura a ‘mão direita' é sempre usada como um símbolo para o lugar de força, poder, honra, proteção e comunhão: leia cuidadosamente Salmos 16:8, 9, 11; Marcos 15:27; Gálatas 2:9; Êxodo 15:6. Mas a ‘mão esquerda' é um símbolo do lugar de inferioridade, desonra, tolice. ‘O coração do sábio se inclina para o lado direito, mas o do estulto, para o da esquerda' (Eclesiastes 10:2). Eúde (Juízes 3:15-22) era canhoto, e um vil assassino. Os setecentos homens de quem é falado em Juízes 20:16 eram todos canhotos, e trouxeram certa destruição quando usadas na batalha. Em Ezequiel 16:46 lemos dos religiosos da apóstata Samaria habitando à ‘mão esquerda' de Jerusalém — Sodoma como sua ‘mão direita' será exaltada acima dela: Mateus 11:20-24.
“Em conexão com Mateus 25:33 lemos em Ezequiel 34:17, ‘Eis que julgarei entre gado pequeno e gado pequeno', isto é, entre ovelhas e bodes, pois a próxima sentença adiciona ‘entre carneiros e bodes' [NT: “bode-macho”, na versão do autor]. Lendo o capítulo inteiro cuidadosamente, não há dúvida de que ‘carneiros' fala dos mestres, líderes, pastores das ovelhas; enquanto que ‘bodes' fala dos falsos profetas (2 Pedro 2:1-3), os ‘mercenários' (João 10:12, 13), que arrebatam e dispersam as ovelhas. “Um carneiro tem a mesma natureza e gosto de uma ovelha, ele é somente mais forte, e o protetor natural daquela. Um carneiro nunca ataca um homem ou um animal, exceto que ele, ou sua ovelha, seja atacado. Assim, o verdadeiro pastor somente ataca quando a honra de seu grande Pastor e de Suas ovelhas é assaltada: então, como o carneiro, ele lutará até mesmo à morte. O bode-macho tem a mesma natureza dos bodes, ele é somente mais feroz e destrutivo, e atacará sem qualquer provocação ou necessidade: assim, os falsos pastores estão constantemente fazendo ataques violentos contra a Verdade, contra Cristo e contra o Seu povo.
“Então, Eu salvarei o Meu rebanho, e elas não mais serão saqueadas; e Eu julgarei entre gado pequeno e gado pequeno' (Ezequiel 34:22). ‘Ele separará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes as ovelhas...e irão estes (os bodes) para o castigo eterno, porém os justos (as ovelhas), para a vida eterna' (Mateus 25:32,46).
traduzido por Filipe Sabino de Araújo Neto

quarta-feira, 2 de abril de 2008

FALSO CRENTE

Marco Antonio de Castro

A falsa doutrina é tão perigosa quanto o falso pregador. É impossível separar o falso pregador da falsa doutrina. Um está para o outro. O falso profeta é o pregador oficial da falsa doutrina.
Quando se diz “falso pregador”, que ninguém entenda ser uma personagem assustadora que fala abertamente tudo o que é contrário à boa Palavra divina. Muito pelo contrário! O falso pregador é aquele que tem a extraordinária argúcia de usar corretamente vários textos da Bíblia e torcer o seu contexto. Com sutileza é capaz de usar “cem textos” sem contexto.
Quando o falso profeta faz isso, ele contamina a doutrina verdadeira. É como se um copo cheio de boa água recebesse uma gota de veneno.
Todos sabem que o caos da humanidade se deu porque o diabo torceu sutilmente a Palavra de Deus. Considere que a antiga serpente não negou a existência do Senhor, não negou Seu poder criador, simplesmente torceu a Verdade com uma maliciosa gota de falsidade. Naquele exato momento desabrocha a falsa doutrina. O dragão foi o primeiro a colocar veneno na Água do Evangelho da Graça.

Por que o cristão deve ter aversão pela falsa doutrina? Porque o próprio Deus a odeia: “Tenho, todavia, contra ti algumas coisas, pois que tens aí os que sustentam a doutrina de Balaão... outrossim, também tu tens os que da mesma forma sustentam a doutrina dos nicolaítas... as quais eu também odeio (Apocalipse 2.14,15;6c).
Os cristãos são exortados a não se deixarem envolver pela falsa doutrina: “não vos deixeis envolver por doutrinas várias e estranhas...” (Hebreus 13.9) “...não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro”. (Ef 4.14)

Os falsos pregadores, tanto do passado quanto do presente, se deleitam com questões misteriosas, revelações exclusivas, experiências pessoais, fenômenos extraordinários e são mestres ao adicionarem esses temas às carências humanas. Os tais são especialistas em colocar a “gota de veneno” para dar algo mais aos anseios do coração do homem. É por aí que eles atraem e cativam os seus ouvintes, de tal modo, que é impossível essas pessoas serem convencidas de que estão sendo enganadas.

Todos devem estar em estado de alerta, porque há muito que não se via tanto falso pregador e tanta falsa doutrina. É necessário que o filho de Deus “não dê ouvido às palavras dos profetas que entre vós profetizam e vos enchem de vãs esperanças; falam as visões do seu coração, não o que vem da boca do SENHOR” (Jeremias 23.16)

É incrivelmente interessante como a falsa doutrina atrai o falso crente. Enquanto o crente verdadeiro ouve a voz de Cristo, o falso ouve a voz do falso cristo. Enquanto o filho de Deus tem o coração inclinado pelo Espírito Santo para a Palavra de Deus, o filho das trevas o tem inclinado para o “pai da mentira”.
Você já notou que o falso crente se agrada com a comunhão na congregação, participa calorosamente das discussões nos grupos de estudo, aprecia as festas organizadas e se regozija intensamente com os cânticos congregacionais? É verdade! ele participa e se satisfaz com tudo isto, menos com uma coisa: a pregação expositiva e sistemática da boa doutrina! Aí ele fica impaciente, sonolento, enfadado, distraído, etc. Esse tipo de “crente” incrédulo é aquele que tem sempre as mesmas dúvidas, faz sempre as mesmas perguntas, suas palavras não têm edificação espiritual e jamais recebe com gratidão as palavras ensinadas pelos pregadores da Verdade. Ele está sempre questionando com incredulidade. Polemiza teologia, não por amor a Verdade, mas porque ama o debate. Aprecia citar as palavras dos falsos pregadores, aprende com a maior facilidade o que dizem os falsos profetas e seguem as suas práticas sem cerimônias.
“Haverá tempo” pregou Paulo “em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos” (2 Timóteo 4.3). Esses tais “se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas” (2 Timóteo 4.4).
É verdade! A alma desse “crente” incrédulo se satisfaz na fantasia da falsa doutrina que lhe estimula a cobiça e vice-versa.
Lamentavelmente a igreja contemporânea está cheia de falsos crentes que amam a falsa doutrina e adoram os falsos profetas. Por serem tantos em nosso meio, perdemos as nossas características e a autêntica personalidade cristã.

Eis um axioma: O pregador de falsas doutrinas e os falsos crentes se atraem mutuamente, ambos se satisfazem no que falam e no que ouvem. Nenhum deles tem prazer na “lei do Senhor”, na sã doutrina.
Por considerar questões doutrinárias como fundamentais e essenciais para a vida cristã, o Espírito Santo é enfático em relação aos pregadores de falsa doutrina: eles não devem ser acatados. “... se alguém vem ter convosco e não traz esta doutrina, não o recebais em casa, nem lhe deis as boas-vindas”(2 João 1.10). Paulo clamava: “Rogo-vos, irmãos, que noteis bem aqueles que provocam divisões e escândalos, em desacordo com a doutrina que aprendestes; afastai-vos deles, porque esses tais não servem a Cristo, nosso Senhor, e sim a seu próprio ventre; e, com suaves palavras e lisonjas, enganam o coração dos incautos” (Romanos 16.17,18). Pedro advertia: “e muitos seguirão as suas práticas libertinas, e, por causa deles, será infamado o caminho da verdade”(2 Pedro 2.2).

Atenção! Estamos vivendo os últimos dias, eis por que eles são tantos e a cada dia se multiplicam e “... enganarão a muitos”. (Mateus 24.5).

Porventura, você ainda não percebeu, que de um tempo para cá, tantas coisas têm sido ditas e feitas em nome da Santa Doutrina Cristã?
Você ainda não percebeu que ao Evangelho estão associando coisas absurdamente escandalosas e inimagináveis?
Não se deixe enganar, pois a “antiga serpente” (o diabo) e “o falso profeta” (o falso pregador), “sabendo que pouco tempo lhes resta” estão disseminando a falsa doutrina para envergonhar o evangelho e perseguir moralmente aos verdadeiros cidadãos dos céus.
Isaías pregava a plenos pulmões: “À lei e ao testemunho! Se eles não falarem desta maneira, jamais verão a alva” (Is 8.20). O profeta está ensinando que a única fonte autorizada como Palavra de Deus é a Escritura Sagrada. É pelo contexto bíblico que aprouve ao Senhor falar ao homem. Então, procure identificar o falso pregador! Não lhe dê crédito pelo simples fato dele se auto apresentar como homem de Deus! Leia o que diz o Espírito Santo pela pena de João: “amados, não deis crédito a qualquer espírito; antes, provai os espíritos se procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo fora” (I João 4.1). Provar os espíritos significa testar os pregadores à luz da Escritura Sagrada.
Examine a Palavra de Deus, ela é a lâmpada que desmascara o maldito pregador.

“...Aquele que tem sede” disse Jesus enfaticamente, “venha e beba de graça da água da vida” (Apocalipse 22.17). Então, busque beber a Água da Vida e não a água misturada com veneno. Esta água é a água da morte eterna.
O falso pregador, por não crer na suficiência das Escrituras, coloca veneno na Água, e quem, em sã consciência, beberia dessa água sabendo que alguém colocou uma gota de veneno? Mas é o que tem acontecido com muita gente em muitas igrejas “evangélicas” em nossos dias.

O que você está procurando ouvir: a simples, mas verdadeira Palavra de Cristo, ou as palavras que satisfazem a cobiça da carne?
Você é daqueles que bebe de tudo o que lhe dão, sem discernir a Água pura da água misturada com veneno?
Você é daqueles que dá crédito a qualquer um que se levanta e diz que veio em nome de Jesus?
Saiba que o falso pregador será severamente julgado. Mas ele não estará sozinho nesse julgamento divino, juntamente com ele estarão todos os que deram crédito ao que ele pregou!

E para finalizar, deixo meu singelo comentário a todos aqueles que aplicam e adaptam as escrituras as suas necessidades ou para encobrir seus erros dizendo que a bíblia foi escrita a dois mil anos atrás e merece ser vista com outros olhos.
Pois bem, quando indagaram Jesus sobre seu nome este respondeu “Eu sou”; Portanto cuidado ao tomar atitudes abomináveis aos olhos do Senhor e não voltar atrás porque na sua Igreja ou para seu pastor isto é uma prática comum e aceitável;
Vou á balada pois preciso me divertir, Deus não me quer triste. Pulo Carnaval porque Deus é moderno; Posso buscar a justiça humana para dirimir meus problemas pois é previsto em lei.
Ou pior, mas a pessoa que assim ensina é um teólogo, ou doutor em teologia cristã.
Jesus era marceneiro e o era para deixar claro que os títulos de nada servem. A letra mata e o espírito quem vivifica.
Mas eu falo em línguas estranhas.... Será que você realmente é tomado pelo espírito do Senhor ou durante um momento na sua vida falou algumas palavras e estas tornaram-se repetitivas nas suas orações. Porque não evoluiu mais e não falou cada vez melhor e de uma forma mais íntima com seu Deus?
Mas na minha vida tudo foi sempre uma escolha. Faça a sua e que Deus os abençoe.
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