quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

UMA IGREJA MISSIONÁRIA PODE SER REAL... SE VOCÊ PARTICIPAR!

(Extraído da Revista Ação Missionária)!

O nosso país é um grande campo missionário e as cidades, com seus vários grupos socioculturais (pobre; ricos; crianças; universitários; imigrantes; marginalizados; minorias éticas e religiosas, etc.) são parte desse campo. Diante disso, a missão da Igreja não comporta espectadores: exige participantes. No caso da Igreja Presbiteriana do Brasil, onde há presbíteros, sínodos e Supremo Cocílio, com juntas, secretarias e autarquias, é imprescindível aproveitar essa estrutura: uma igreja local não pode estas alienada das perspectivas dos concílios. Isto não significa abandonar os interesses da igreja local, mas tão somente compartilhar, participar, interagir com a igreja que abriga regiões, estados e países, a fim, de suprir as deficiências de alguns trabalhos, enriquecer e fortalecer iniciativas missionárias ou mesmo revitalizar igrejas. Hoje com os meios Disponíveis em nossas igrejas, podemos formar uma verdadeira comunidade de pesquisa, debate, intercâmbio e desenvolvimento de novos projetos. Pretender levar adiante um trabalho missionário sem respeitar essas relações, além de temerário, pode afetar profundamente os resultados, dificultando e até bloqueando a evangelização. A participação missionária da igreja local não prejudica sua autonomia; muito pelo contrário, fortalece-a quando orientada com responsabilidade, sensatez e prudência nas relações eclesiásticas, missionárias e sociais. É importante lembrar o alerta feito pelo pastor Ismael dos Santos: "Situação muito peculiar e que denuncia nossa insensatez é a facilidade que temos de amar uma igreja estabelecida, por exemplo, no interior da África. No entanto, contra uma expontânea manifestação de solidariedade para com uma igreja situada bem a nossa porta". Como ser uma Igreja Missionária na vida prática? Há muitas respostas para isso. Mas, para todas, a sua participação é imprescindível. Seja parceiro missionário em sua própria igreja, participando da vida eclesiástica: intercedendo, opinando, contribuindo, , acompanhando e cobrando responsabilidade da liderança. Promova a conscientização e ação missionária da igreja. Colabore com o departamento missionário na adoção de missionários no campo missionário e de campos missionários. Assuma sua parte. Vamos unir ideal e realidade, vontade e ação e nos alegrarmos com a colheita, pois es escrito: "O lavrador que trabalha deve ser o primeiro a participar dos frutos"(2 TM 2.6).

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

A Bíblia e o Celular

Fonte: naosoudomundo.wordpress.com

Já imaginou o que aconteceria se tratássemos a bíblia do jeito que tratamos nosso celular?

E se déssemos uma olhada nela várias vezes ao dia?
E se voltássemos para apanhá-la quando a esquecemos em casa, no escritório?
E se a usássemos para enviar mensagens a nossos amigos?
E se a tratássemos como se não pudéssemos viver sem ela?
E se déssemos de presente às crianças?
E se a usássemos quando viajamos?
E se lançássemos mão dela em caso de emergência?

Mais uma coisa:
Ao contrário do celular,a bíblia não fica sem sinal. Ela “pega” em qualquer lugar.
Não é preciso se preocupar com a falta de crédito porque Jesus já pagou a conta e os créditos não têm fim.
E o melhor de tudo: Não cai a ligação e a carga da bateria é para toda vida.

terça-feira, 27 de novembro de 2007

INVESTIMENTO

Hudson Taylor (1832-1905)

Certa noite, após ter concluído meu último culto, às dez horas, um pobre homem veio pedir-me que fosse orar por sua esposa, dizendo que ela estava moribunda. Concordei de imediato, e a caminho da casa dele perguntei-lhe por que não chamara o padre, posto que seu sotaque me indicava que ele era um irlandês. Segundo explicou, assim o fizera, mas o padre se recusara a vir sem o pagamento adiantado de dezoito pence, que o homem não possuía, porquanto a família estava passando fome.
Imediatamente ocorreu-me que todo o dinheiro que eu tinha neste mundo era uma solitária moeda de meia coroa; além disso, ainda que me esperasse em casa a tigela na qual eu usualmente ia buscar o meu jantar, e mesmo que havia o suficiente para meu desjejum na manhã seguinte, nada me restava para almoçar no outro dia.
O homem me levou por um miserável lance de escada até um destroçado quarto; e que visão se apresentou perante os nossos olhos! “Ah!”, pensei eu, “se eu tivesse dois xelins e seis pence, em lugar de meia coroa, quão alegremente eu lhes daria um xelim e seis pence!” Todavia, uma desgraçada incredulidade impediu-me de obedecer ao impulso de aliviar a aflição deles ao custo de tudo quanto eu possuía.
“Você pediu-me que viesse e orasse por sua esposa”, disse eu ao homem. “Ajoelhemo-nos e oremos”. E nos ajoelhamos. Mas, nem bem eu abrira meus lábios dizendo “Nosso Pai, que estás no céu”, a consciência me acusou dentro em mim: “Ousas zombar de Deus? Tens a coragem de te ajoelhares e de chamares a Deus de Pai, tendo meia coroa no bolso?” Tal foi o conflito que me assaltou, que nunca antes nem depois experimentei igual. Como consegui terminar aquela forma de oração, não sei; nem sei dizer se as palavras tinham nexo ou não; contudo, levantei-me dali com profunda angústia na mente. O pobre pai voltou-se para mim e disse: “O senhor está vendo a triste condição em que nos achamos; se pode ajudar-nos, ajude-nos pelo amor de Deus!” Foi nesse momento que brilharam em minha mente as palavras: “Dá-lhe o que te pede”. Enfiei a mão no bolso e retirei lentamente dali a moeda de meia coroa. Entreguei-a ao homem, dizendo-lhe que aquilo que eu vinha procurando dizer-lhe era realmente verdade – que Deus é mesmo um Pai, e que se pode confiar nEle. A alegria voltou completa ao meu coração. Dali por diante pude declarar toda a verdade com autêntico sentimento, e o empecilho para a bênção desaparecera – desaparecera para sempre, conforme confio.
Lembro-me bem de como naquela noite, quando me dirigia para casa, meu coração sentia-se tão leve quanto o meu bolso. Quando tomei minha tigela de mingau, antes de retirar-me para meu quarto, não a trocaria nem pelo banquete de um príncipe. Ao ajoelhar-me ao lado de meu leito, lembrei o Senhor, pela sua própria Palavra, que aquele que dá ao pobre empresta ao Senhor: roguei-Lhe que o meu empréstimo não fosse por muito tempo, pois doutro modo eu não teria o que almoçar no dia seguinte; então, sentindo paz interior e gozando de tranqüilidade, passei uma feliz noite de descanso.
Na manhã seguinte, minha tigela de mingau não faltou. Antes de terminá-la, ouviu-se o carteiro que batia à porta, e pouco depois a proprietária da pensão veio entregar-me um envelope, com a mão molhada coberta pelo avental. Pus-me a olhar para o envelope, mas não pude atinar de quem era a letra. Era a caligrafia de um estranho, ou uma caligrafia disfarçada, e o carimbo do correio estava borrado. De onde viera, eu não sabia dizer. Ao abrir o envelope, nada encontrei escrito; porém, dentro da folha de papel em branco havia um par de luvas. E, ao abri-las, para minha surpresa caiu meio soberano. “Louvado seja o Senhor!” exclamei. “Quatrocentos por cento por um empréstimo de doze horas, é um ótimo lucro. Quão satisfeitos ficariam os negociantes de Hull, se pudessem emprestar seu dinheiro a uma taxa tão alta!” E naquele exato instante tomei a resolução de que um banco que não pode falir, de agora em diante, é que receberia as minhas economias ou proventos, conforme fosse o caso – uma determinação da qual até hoje não me arrependi.

A IGREJA PRECISA DE MODELO

Ed. Ultimato

Paulo explica que deixou de fazer coisas erradas e abriu mão de certos direitos pessoais “para que nos tornássemos um modelo para ser imitado por vocês” (2Ts 3.9).

Jesus, por sua vez, levantou-se da mesa, tirou sua capa, colocou uma toalha em volta da cintura, derramou água numa bacia, abaixou-se, lavou os pés dos seus discípulos e depois os enxugou. Então esclareceu: “Eu lhes dei o exemplo para que vocês façam como lhes fiz” (Jo 13.15).

O exemplo pode vir de baixo para cima, mas ele é mais necessário quando vem de cima para baixo. O mau exemplo é sempre muito mais escandaloso quando vem de cima para baixo. Sem bons exemplos, a igreja perde o rumo. Uma vez ordenado epíscopo (bispo ou presbítero), o ministro de Deus, além das qualidades básicas (vida irrepreensível, moderação, sensatez, amabilidade, desprendimento, desapego ao dinheiro etc), deve ter boa reputação, boa fama, boa consideração, bom testemunho entre os de fora de sua comunidade, para não cair em descrédito, para não ficar desmoralizado (1Tm 3.7).

Não se pode abrir mão do bom exemplo nem das autoridades nem dos subordinados. O bom exemplo vale mais do que a pregação e o ensino. É mais fácil tornarmo-nos corretos pelo exemplo do que pela palavra. O exemplo convence muito mais do que o discurso. O exemplo torna coerente o discurso e o fortalece.

O maior legado que alguém pode oferecer é o exemplo. Depois da salvação, o legado maior de Jesus foi o seu exemplo. Pedro menciona esse fato: “O próprio Cristo sofreu por vocês e deixou o exemplo, para que sigam os seus passos” (1Pe 2.21, NTLH). Nós éramos ovelhas que havíamos perdido o caminho, mas fomos trazidos de volta para seguir o exemplo do supremo pastor: “Ele não cometeu nenhum pecado, e nunca disse uma só mentira. Quando foi insultado, não respondeu com insultos; quando sofreu, não ameaçou, mas pôs a sua esperança em Deus, o justo Juiz” (1Pe 2.22-23, NTLH). O exemplo de Jesus está disponível: “Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus” (Fp 2.5).

Quando o rebanho não tem um modelo para seguir ou quando o padrão de comportamento dos pastores não é bom, pode-se esperar uma decadência em cadeia, que se alastra por toda a igreja. Pois os novos pastores vão se ordenando e os novos crentes vão nascendo sem aquele exemplo original, dado por Jesus Cristo, para ser seguido.

Como pai na fé e tutor eclesiástico de Timóteo, Paulo exorta o jovem pastor a ser “um exemplo para os fiéis na palavra, no procedimento, no amor, na fé e na pureza” (1Tm 4.12). A maturidade espiritual manifestada pela força do exemplo compensaria o fato de Timóteo ser ainda muito jovem.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

NOTÍCIAS DOS MISSIONÁRIOS

Francisco e Rose Ferreira.

Somos gratos a Deus pelos seus feitos, pois Ele tem sido fiel conosco e cumpre a Sua Palavra e Suas Promessas em nossas vidas.

Viagem de São Gabriel para Manaus

No dia 26 de outubro saímos de São Gabriel com destino a Manaus, numa viagem de barco que durou 32 horas. Graças a Deus a viagem foi tranqüila e mais uma vez o Senhor nos guardou e nos livrou de todo o mal.

Estamos ainda em Manaus resolvendo algumas questões pessoais e, se Deus quiser, no dia 5 de novembro viajaremos a Aracaju, onde teremos um tempo abençoado com as nossas famílias e algumas igrejas mantenedoras.

Louvamos a Deus pela viagem que fizemos e pela que faremos.

Igreja Tukano

Temos sido surpreendidos por Deus com a maneira especial como Ele cuida da igreja Tukano. Deus tem levantado novas pessoas com forte espírito de liderança no meio da igreja. Cremos que no primeiro semestre de 2008 os primeiros diáconos serão eleitos. Com isso, durante todo este ano intensificamos o discipulado e o treinamento de líderes.

Nesse período de ausência, os missionários que trabalham conosco (Léo, Jossandro e Viviane) estarão à frente da igreja. Pretendemos retornar no final do ano para estarmos juntos com os irmãos no culto de Natal e da virada de ano, no dia 31 de dezembro.

Nosso pedido é para que o Senhor continue derramando graça na igreja Tukano e também pela vida da Léo, Jossandro e Viviane.

Coordenação do barco Amanajé e tesouraria

Temos nos alegrado por poder servir em diversas áreas no Projeto Amanajé. Estamos na coordenação do Barco Amanajé, que é utilizado pelos missionários em suas viagens até as aldeias e também tem potencializado os trabalhos sociais que desenvolvemos. Trabalham conosco neste barco os irmãos Paulo César (Capitão) e João (auxiliar). Damos graças a Deus pelas suas vidas. A tesouraria é outra área que temos atuado. E Deus também tem demonstrado a sua graça e misericórdia e tem nos abençoado ricamente. Ele tem sido fiel.

Agradecemos ao Senhor por esses ministérios junto ao Amanajé, e pedimos que o Senhor nos capacite a cada dia para fazermos tudo com alegria.

APMT

No dia 3 de dezembro planejamos viajar para Patrocínio/MG para participarmos do Curso de Plantação de Igrejas com duração de 20 dias. Esse curso é pré-requisito para participamos efetivamente do quadro de missionários da Agência Presbiteriana de Missões Transculturais (APMT)

Louvamos a Deus pela sua providência em todas as coisas, de acordo com sua vontade. E estamos alegres, pois ingressar na APMT é um dos nossos sonhos.

Nele, que sempre no usa e derrama sua infinita graça,

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Indulgências pós-modernas

Igreja Batista da Graça

Quero abordar a Reforma Protestante, desta vez analisando um dos elementos que pode ser considerado o estopim para o movimento: as indulgências.

A palavra indulgência vem do latim indulgentia, que significa remissão de penas; perdão. Na definição católico-romana, a doutrina das indulgências significa "a remissão das penas temporais merecidas pelo pecador, em todo ou em parte, fora da confissão, que a igreja, em virtude do poder que recebeu de ligar e desligar na terra, concede, aplicando os merecimentos de Cristo e seus santos (tesouro da igreja) aos que interiormente estão em condições e exteriormente cumprem as respectivas obras prescritas."

Inventadas no século XI, as indulgências foram dadas aos cruzados como recompensa pela conquista da Terra Santa; a quem pagasse um soldado para aquela tarefa e, finalmente "vendidas" a quem ajudasse a igreja financeiramente.

No início do século XVI com o objetivo de concluir a construção da Basílica de São Pedro, os pregadores mais hábeis eram contratados pelo papa para esse comércio.

As pessoas podiam comprar as indulgências tanto para si como para seus parentes, amigos e até mesmo pessoas mortas. Os preços variavam de acordo com a gravidade das ofensas. A promessa era de perdão para todos os pecados passados, presentes e até mesmo futuros.

O mais destacado destes pregadores, o bem articulado João Tetzel, bradava em alto e bom som em nome do papa: "As indulgências salvam não só os vivos, mas também os mortos. Quando uma moeda no fundo do cofre cai, a alma direto para o céu vai."

O que chama a atenção não é o fato das indulgências serem uma realidade na igreja medieval, mas estarem presentes na igreja atual, caracterizada como pós-moderna. A prática foi até "aperfeiçoada" uma vez que não só a benção da salvação, mas também da cura, prosperidade, emprego, libertação entre outras, são abertamente negociadas em troca de "ofertas" que recebem os mais diversos nomes, mas que no fim das contas tem a base ideológica das indulgências medievais. As pessoas são descaradamente extorquidas em nome de Deus para que as grandes catedrais e impérios religiosos sejam construídos.

Foi contra esse tipo de prática que Lutero se levantou e pregou as suas 95 teses nas portas da Catedral de Wittenberg no século XVI.

A prática do dízimo e da oferta é bíblica, mas a indulgência e aquilo que se tem visto hoje no meio dito evangélico é pura invenção humana que não tem nada haver com o verdadeiro evangelho. A bíblia é clara com relação a isto: "Pois pela graça de Deus vocês são salvos por meio da fé. Isso não vem de vocês, mas é um presente dado por Deus. A salvação não é resultado dos esforços de vocês;... Porque ele nem mesmo deixou de entregar o próprio Filho, mas o ofereceu por todos nós. Se ele nos deu o seu Filho, será que não nos dará também todas as coisas?" (Efésios 2:8,9 / Romanos 8:32)

Talvez seja a hora de uma nova Reforma, de novos Luteros, de uma nova postura. Talvez seja a hora de protestar contra o protestantismo.

HOMENAGEM

“Preciosa é, aos olhos do Senhor, a morte dos seus santos”. Sl 116:15

Nesta quinta-feira dia 25.10 por volta das 13 horas quis o Senhor Deus chamar a sua filha. Áurea Santana Bezerra, para a sua glória. A Igreja Presbiteriana em Pedrinhas louva o nome do Senhor Deus por sua vida que marcou profundamente a vida da igreja e da cidade. A Deus toda glória por permitir que a sua serva fosse fiel até à morte.

terça-feira, 30 de outubro de 2007

O PERIGO DA DITADURA GAY NO BRASIL

Pr. João Brito

Estamos vivendo em nosso país um momento crítico de muita turbulência no que se refere aos valores morais e a relativização da ética cristã, com uma conseqüente inversão de valores e uma decadência do homem e de sua mais sublime instituição – a família.
Um dos graves problemas que estamos enfrentando, é uma supervalorização do movimento gay que, não estando satisfeito em ter os seus direitos de liberdade garantidos, quer agora impor a ditadura da homossexualidade no Brasil, através da tentativa de aprovação do projeto de Lei da Câmara dos Deputados de nº 122/2006.
Este Projeto de Lei tem como objetivo: Incluir na Lei 7.716/89 (lei anti-racismo) os crimes de discriminação e preconceito em razão de gênero, sexo, orientação sexual (apetites sexuais “alternativos”) e identidade de gênero.
Caso este projeto de lei passe como foi proposto, então escrever, opinar, discordar, manifestar-se contrariamente ao homossexualismo será considerado constrangedor, e quem ousar pronunciar-se contrariamente ao comportamento homossexual será condenado e perderá sua liberdade não só de expressão de pensamento, como também será punido com prisão, reclusão, cadeia!
Este projeto de lei é uma afronta ao direito à liberdade, liberdade de expressão, liberdade de consciência, liberdade de pensamento.
O projeto de lei pune com 2 a 5 anos de reclusão aquele que ousar proibir, criticar ou impedir a prática pública de um ato obsceno por homossexuais (Art. 7º).
Na mesma pena incorrerá uma mãe ou dona-de-casa que dispensar a babá que cuida de suas crianças ao descobrir que ela é lésbica e que troca carícias com a sua “namorada” na presença das crianças (art.4º).
O sacerdote ou pastor que, em uma homilia, condenar o homossexualismo será enquadrado no art. 8º, sendo punido com reclusão de 2 a 5 anos.


Este projeto de lei é uma tentativa de amordaçar, intimidar e prender (condenar com reclusão de 2 (dois) a 5 (cinco) anos) toda e qualquer pessoa que discorde do comportamento e do pensamento homossexual. É a instalação da ditadura Gay no Brasil.

Isto tudo significa que este projeto de lei poderá desencadear uma grande perseguição religiosa, pois nenhuma comunidade religiosa que discorde do comportamento homossexual poderá expressar sua convicção e crença sobre este assunto, sem que seja punida legalmente.

Conclamamos todo cidadão temente a Deus, (que preza pelos princípios sadios da ética e que valoriza a família), a que faça uso do seus direitos de cidadão e ligue gratuitamente para:
0800 61 2211 e diga não ao PLC 122/2006.
Obs: Na primeira ligação será feito um breve cadastro e por isso o interessado deve ter em mãos o CPF de sua residência ou do trabalho assim, nas próximas ligações, o cadastro será identificado rapidamente.

* Divulgue este artigo para o número maior de pessoas que você puder!!!!

domingo, 28 de outubro de 2007

REFORMA HOJE

Rev. Franklin Dávila e Esposa Elze

Instituições em crise. Governantes sem credibilidade. Princípios e valores abandonados. Mundo sem esperança.

As crises que têm afetado as instituições temporais, também estão afetando frontalmente a instituição espiritual. Há um clamor generalizado sobre a situação da Igreja nestes dias maus. O “remanescente fiel” de cristãos está perplexo e envergonhado diante de tantos escândalos que aqui e ali vão acontecendo; os incrédulos estão abismados com o que vêem, pois até aonde as coisas não deveriam acontecer, estão acontecendo.

Alguns com pessimismo até chegando a usar o termo pós-cristianismo, considerando que a igreja também tem sido tragada pelo caos que vêm destruindo as demais instituições, tornando-a simplesmente uma fotografia do passado.

Mas nem tudo está perdido. Há esperança para o povo de Deus. A Igreja é de Cristo e não do mundo. A Igreja foi comprada não com ouro ou prata, mas com o precioso sangue de Cristo. A Igreja é uma instituição cujo construtor é Cristo. Jesus é a Pedra Angular sobre a qual se ergue a Igreja. Cristo é o fundamento. Cristo é o Cabeça da Igreja. A Igreja é vitoriosa porque será, sempre, mais do que vencedora.

Eis a boa noticia! Cristo a fez vitoriosa e concedeu-lhe a graça de se assentar em lugares celestiais. Ela é a Igreja dos primogênitos, a universal assembléia dos santos, a Igreja dos arrolados nos céus.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

PROMASUL EM PORTO FRANCO / MA

Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura.
Marcos. 16.15

O PROMASUL – Projeto Missionário Maranhão do Sul realizou no dia 12 de outubro mais um avanço missionário desta vez na cidade de Porto Franco / MA. Os avancistas foram liderados pela Missionária Euvi Pinheiro.
O PROMASUL realizou uma passeata pelas ruas com um mini trio elétrico onde houve folhetagem e a tarde foram de porta em porta. À noite os mesmo fizeram em cima de um caminhão apresentação teatral e culto evangelistico.
O total de residências visitadas foi de 169, a repercussão na cidade foi maravilhosa e a Igreja está muito feliz.

sábado, 13 de outubro de 2007

EQUIPE DE AVANCISTAS EM ITABAIANINHA

Ao entrardes numa casa, dizei antes de tudo: Paz seja nesta casa! Lucas 10.5
REGRESSO DOS SETENTA

Na Cidade de Itabaianinha no dia 12 de outubro do corrente ano, o PROSEMAN da IP Pedrinhas juntamente com os avancistas dos Campos Missionários de Arauá, Cristinápolis e Itabaianinha, realizaram mais um Avanço Missionário.
A equipe para esse avanço foi formada por 40 avancistas.
Como em todos os avanços realizamos pela manhã folhetagem e cultos relâmpagos nas ruas e à tarde cumprimos o mandato do Senhor de ir de dois em dois nas residências.
O culto à noite foi bem concorrido havendo uma presença de mais de 60 pessoas, o Rev. Eber Pinheiro Viana foi o mensageiro.
O resuldado foi abençoador: 117 residências visitadas, 117 pessoas confessaram Jesus, 101 pessoas pediram visita do missionário e 38 pessoas pediram para fazer curso bíblico.
Que o Senhor esteje derramando a sua maravilhosa Graça na vida da missionária Raquel, membros da igreja e na Cidade de Itabaianinha / Sergipe.

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Viagem Missionária Rumo ao Sertão do RN



Viajamos a Mossoró para conhecer o trabalho que vem sendo executado pelo Rev.Marcos Severo de Amorim com o Projeto Rumo ao Sertão em que em doze anos já plantou trinta e duas igreja presbiterianas reformadas no sertão nordestino.
Em caravana com o Rev. Marcos Severo viajamos pelo sertão do RN e conhecemos alguns trabalhos:

PORTALEGRE-RN: Tiveram a oportunidade de além de conhecer o desafio da construção do templo e visitar o programa de Rádio O SEMEADOR que a igreja apresenta com o Missionário Wandilson e sua filha Aslane.

UMARIZAL-RN: Conhecemos o projeto do CEPAC – Centro Presbiteriano Nova Vida (parceria com New Life Presbyterian Community), que vem fazendo um excelente trabalho de educação espiritual e educacional, atendendo a 150 crianças. Conhecemos o trabalho da Missionária Reisianny na frente desse tão importante projeto.

ALMINO AFONSO-RN: Visitamos a família missionária (Missionário Hélio, esposa Vancleuma e filha Eduarda), na oportunidade o Rev. Emanuel que dar assistência ao pólo da região, se encontrava na cidade e fomos visitar o templo, que no momento funciona na casa adquirida para servir de templo, enquanto constroem o templo no terreno ao lado de propriedade da igreja.

ANTÔNIO MARTINS-RN: A caravana missionária visitou a família missionária (Missionário Genes, esposa Márcia e filhos William e Lala), o templo em construção, que pela graça de Deus e a ajuda de irmãos (SAF da Federação Potiguar) e o esforço do Missionário que tanto atua assistindo os irmãos, como é pedreiro, servente, etc. Visitamos os pontos turísticos da cidade, que, aliás, tem um excelente prefeito que trabalha muito pela cidade, e doou o terreno para a construção do templo.

MARCELINO VIEIRA-RN: Visitamos a família missionária (Missionário José Omar, sua esposa Joelma, e filhos Misael e Jadna,). A noite um belíssimo culto onde o pregador foi o Rev. Eber. E sua esposa Miss. Cristina cantou com as crianças. No culto tivemos cinco Batismos e Profissão de Fé e em seguida a celebração da Ceia do Senhor.

Vimos como o Senhor tem honrado o trabalho do Rev.Marcos Severo e sua equipe o aprendizado que tiramos é que não devemos medir esforço para com a obra do Senhor, o primeiro escrivão Caminha já dizia: “em se plantando tudo dá” então vamos plantar igrejas presbiterianas.

terça-feira, 25 de setembro de 2007

SEM PARCERIA NÃO DAR



Marcos Severo de Amorim

“Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor” (1Co. 15.58). Claro, para a salvação do homem não tem alternativa, sem Jesus não dar. Agora, para alcançar os pecadores nos lugares não alcançados, a missão foi destinada para igreja e em especial para atingir os locais mais difíceis como o Sertão do nordeste, a região da Amazônia, a região Sul, isto é, falando de Brasil e muito mais, SEM PARCERIA NÃO DAR.
As igrejas não podem e não devem reter os recursos, porém não deve gastar o dinheiro com coisas que não são prioridades para a igreja. A evangelização e missão se constituem na principal atividade da igreja para cumprir o mandamento do Senhor. Ela deve gastar com tudo o que for preciso, utilizar os recursos da igreja e sem dúvida tem muito com que gastar os recursos da igreja, diga-se passagem é necessário utilizar mesmo e não esperar rendimentos em papeis, letras, aplicações, fundos de investimentos, etc., quanto mais for necessário se deve gastar os recursos da igreja. Se os responsáveis vão gastar os recursos da igreja, gastem com tudo, mas antes de tudo, gastem os recursos em primeiro lugar com a prioridade da igreja que é a destinação para evangelização e missão. Se as igrejas gastam os recursos e não gastam com a prioridade da igreja, ela não deve e não pode gastar com mais nada.
1º) O SACO FURADO: “Salário num saco furado” (Ag. 1.6). Tem muito recurso financeiro das igrejas indo direto para o ralo e na maioria das vezes são gastos sem planejamento, sem orçamento e sem visão missionária. Estes gastos dos recursos das igrejas são valores utilizados em coisas onde não existem resultados, pois são situações de atendimentos e acomodações de focalizações equivocadas de pessoas responsáveis.
Os valores gastos com programas falidos e sem qualquer tipo de resultados estão prejudicando as igrejas, levando os valores sagrados da missão para a futilidade que assim atrasam o avanço missionário da igreja na plantação de igrejas e crescimento como responsabilidade na missão da igreja.
2º) A DISTRIBUIÇÃO DOS RECURSOS: As igrejas presbiterianas são administradoras do legado do Senhor da Igreja e como tal se faz necessário que antes de tudo, ou melhor, antes do desembolso as igrejas devem decidir de forma prioritária como aplicar os recursos e no planejamento os recursos deve ser colocar em primeiro lugar: para a conta plantação de igreja, crescimento da igreja, programa de evangelização, discipulado, recolhimentos legais as instâncias superiores, formação dos que lidam na igreja, compromissos sociais, administrativos e com todas as demais rubricas constantes do orçamento. O compromisso da igreja em fazer missão passa logo por sua localidade e depois pelas outras localidades. Observamos que as igrejas que tem programa local de missão também são as que contribuem e fazem parcerias com outras localidades.
3º) OS VALORES SÃO PRECIOSOS: O crescimento da igreja diz respeito à boa aplicação dos valores recolhidos pelas igrejas. Em parceria, as igrejas podem cumprir o mandato do Senhor da igreja e assim investir os seus valores plantando igrejas nos locais que são extremamente necessitados de valores e desse modo utilizar a prioridade da igreja na destinação dos valores para atender a vontade do Senhor.
Quantos trabalhos que poderiam ser realizados com os recursos prioritários: plantação de igrejas nas regiões nordeste, norte, sul e nas demais, pois o desafio é grande e se estende por todo o Brasil. Existe uma prioridade geral para a nossa igreja. Acabo de receber o folder da campanha da oferta missionária do mês de agosto das entidades da igreja: APMT e JMN, constando na carta circular um dado estatístico desolador para todos nós presbiterianos. Foram mostrados os índices de pesquisa da participação das igrejas evangélicas e pasme, a nossa igreja nem foi figurada na lista apresentada entre os que estão com menos de 1%. Bem, não resta dúvida, que o desafio para IPB é muito grande e o caminho para melhorar a nossa atuação não é outra: SEM PARCERIA NÃO DAR. Vamos fazer parceria, pois existe hoje no meio presbiteriano agências, projetos, juntas e entidades responsáveis, que podem muito bem fazer esse trabalho de terceirização e em parceria ocupar os lugares não alcançados.
Vamos focalizar os bons resultados presbiterianos que podem muito bem render ainda mais se as nossas igrejas procurarem parcerias: JMN, APMT, PMC, AMANAJER, MISSÃO SERVIR, PROJETO PAULO, PROJETO RUMO AO SERTÃO. Estes e muitos outros projetos e missões presbiterianas que vem dando certo, porque não investir o dinheiro das igrejas nelas.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

A adoração continua!

Mauro Clark

2a. feira, 3a. feira! Passou o domingo com seus cultos edificantes, onde cantamos, ouvimos pregações, batemos papo com os irmãos e amigos. Estivemos com as almas enlevadas, nosso pensamento se concentrou em Deus e suas maravilhas. Mas agora, que pena, voltemos as atenções para as coisas deste mundo, ganhar o pão com o suor do rosto, enfrentar a dureza da vida e tudo o mais. E aguardemos o próximo domingo para voltarmos a adorar gostosamente o nosso Senhor Jesus Cristo. É isso mesmo? Negativo! A adoração continua, a disposição para voltarmos o coração para as coisas do alto deve ficar intacta! Apenas o contexto em que vamos adorar mudou. Agora não nas instalações da igreja, mas no escritório ou na escola, ou nos pontos de ônibus, nas esquinas, nas calçadas. Não usando os lábios para cantar hinos com a congregação, mas para falar de Cristo às pessoas que Ele faz cruzar nossos caminhos. Não enchendo o coração de alegria por ter ouvido um comovente testemunho de conversão, mas um belo trinado de um passarinho na árvore em frente. Tornemo-nos especialistas em adorar a Deus dentro das mais diversas circunstâncias que Ele nos colocar. E quando percebermos, chegou o domingo novamente e lá vamos nós adorar cantando, ouvindo pregações...

A absoluta importância do motivo

A. W. Tozer

A prova pela qual toda conduta será finalmente julgada é o motivo.
Como a água não pode subir mais alto do que o nível da sua fonte, assim a qualidade moral de um ato nunca pode ir mais alto do que o motivo que o inspira. Por esta razão, nenhum ato procedente de um mau motivo pode ser bom, ainda que algum bem possa parecer provir dele. Toda ação praticada por ira ou despeito, por exemplo, ver-se-á afinal que foi praticada pelo inimigo e contra o reino de Deus.
Infelizmente, a natureza da atividade religiosa é tal que muita coisa dela pode ser levada a efeito por razões não boas, como a raiva, a inveja, a ambição, a vaidade e a avareza. Toda atividade desse jaez é essencialmente má e como tal será avaliada no julgamento.
Nesta questão de motivos, como em muitas outras coisas, os fariseus dão-nos claros exemplos. Eles continuam sendo os mais tristes fracassos religiosos do mundo, não por causa de erro doutrinário, nem porque fossem pessoas de vida abertamente dissoluta. Todo o problema deles estava na qualidade dos seus motivos religiosos. Oravam, mas para serem ouvidos pelos homens, e deste modo o seu motivo arruinava as suas orações e as tornava não somente inúteis, mas realmente más. Contribuíam generosamente para o serviço do templo, mas às vezes o faziam para escapar do seu dever para com os seus pais, e isto era um mal, um pecado. Eles condenavam o pecado e se levantavam contra ele quando o viam nos outros, mas o faziam por sua justiça própria e por sua dureza de coração. Assim era com quase tudo o que faziam. Suas atividades eram cercadas de uma aparência de santidade, e essas mesmas atividades, se realizadas por motivos puros, seriam boas e louváveis. Toda a fraqueza dos fariseus jazia na qualidade dos seus motivos.
Que isso não é uma coisa pequena infere-se do fato de que aqueles religiosos formais e ortodoxos continuaram em sua cegueira até que finalmente crucificaram o Senhor da glória sem um pingo de noção da gravidade do seu crime.
Atos religiosos praticados por motivos vis são duplamente maus - maus em si mesmos e maus porque praticados em nome de Deus. Isso é equivalente a pecar em nome dAquele Ser que é sem pecado, a mentir em nome dAquele que não pode mentir, e a odiar em nome dAquele cuja natureza é amor.

Os cristãos, especialmente os muito ativos, freqüentemente devem tomar tempo para sondar as suas almas para certificar-se dos seus motivos. Muito solo é cantado para exibição; muito sermão é pregado para mostrar talento; muita igreja é fundada como uma bofetada nalguma outra igreja. Mesmo a atividade missionária pode tornar-se competitiva, e a conquista de almas pode degenerar, passando a ser uma espécie de plano de vendedor de escovas, para satisfazer a carne. Não se esqueçam, os fariseus eram grandes missionários, e circundavam mar e terra para fazer um converso.
Um bom modo de evitar a armadilha da atividade religiosa vazia é comparecer ante Deus sempre que possível com as nossa Bíblias abertas no capítulo 13 de I Coríntios. Esta passagem, conquanto considerada como uma das mais belas da Bíblia, é também uma das mais severas das que se acham nas Escrituras Sagradas. O apóstolo toma o serviço religioso mais elevado e o consigna à futilidade, a menos que seja motivado pelo amor. Sem amor, profetas, mestres, oradores, filantropos e mártires são despedidos sem recompensas.
Para resumir, podemos dizer simplesmente que, à vista de Deus, somos julgados, não tanto pelo que fazemos como por nossa razões para fazê-lo. Não o que mas por que será a pergunta importante quando nós cristãos comparecermos no tribunal para prestarmos contas dos atos praticados enquanto no corpo.

Nota sobre o Autor: O Dr. A. W. Tozer era pastor de uma Igreja da Aliança Cristã Missionária no Canadá, até o falecimento dele nos 1960's. Ele é conhecido como um dos mais famosos pregadores deste século e como "um profeta" da nossa geração.

Este artigo foi extraído do livro 'A RAIZ DOS JUSTOS' publicado pela EDITORA MUNDO CRISTÃO, o qual faz parte de uma série de 7 livros com os seguintes títulos: Vol.1 - O Caminho do Poder Espiritual; Vol.2 - O Poder de Deus; Vol.3 - Mais perto de Deus; Vol.4 - De Deus e o Homem; Vol.5 - A Raiz dos Justos; Vol.6 - A Conquista Divina e Vol.7 - O melhor de A W Tozer.

terça-feira, 31 de julho de 2007

Ide e adaptai?

Não consigo identificar gente mais tosca que esses teólogos auto-incumbidos da missão de criar uma teologia adaptada à realidade do país, que supostamente proporcionaria melhores resultados na pregação e na vivência do Evangelho no Brasil, algo que, dizem eles, contribuiria para a solução de muitos problemas na Igreja e na sociedade tapuia. Falam em teologia nativa, teologia autóctone, em “uma teologia nossa”. É óbvio que logo o teólogo pitaqueiro mostra a verve terceiro-mundista de suas motivações.E lá vem expressões como “precisamos de uma teologia livre dos ranços anglo-saxônicos” ou “um Evangelho condizente com a nossa condição subdesenvolvida, voltado para a diminuição da pobreza” e afins. Sim, há, também, fúria política nisso tudo, mas o cerne do problema é ainda mais grave.O texto da chamada grande comissão não diz “ide a adaptai o Evangelho a toda criatura”. Nunca achei um trecho sequer de Paulo - que se fez de louco para ganhar os loucos - apontando para tal necessidade. Vejo, sim, a adaptação da estratégia do pregador, não da essência da mensagem. Vejo a necessidade das pessoas e povos se adaptarem, por meio do arrependimento, à mensagem da Cruz, que, em cada uma das cartas do apóstolo, destinadas a igrejas em contextos sócio-culturais distintos, é sempre a mesma.Bem, não é de hoje que adaptam o Evangelho às mais variadas inspirações e motivações. Sejam ideológicas, e aí temos o exemplo soturno dos entusiastas da tal “Missão Integral” – rótulo que subentende a parcialidade do Evangelho quando desprovido da mistura com o socialismo – ou mesmo os mais torpes impulsos carnais, como no caso dos “evangélicos gays”, termo equivalente a “ateus politeístas”, “céticos crédulos” ou algo do tipo.Em Cristo, diz a Bíblia, não há diferença entre circunciso e incircunciso, bárbaro ou cita, judeu ou grego. O Evangelho é um para todos, e é na busca do seu significado mais puro e profundo é que vidas poderão ser transformadas e ver muitos de seus problemas resolvidos. Não consigo perceber algo que tenha causado mais confusão e desavença na história da Igreja do que interpretações parciais e subjetivas da Palavra de Deus, que permanece a mesma, para sempre. Evangelho ao gosto do freguês acarretará sempre na perdição eterna do freguês.

sábado, 28 de julho de 2007

VAMOS A ÁGUAS MAIS PROFUNDAS


Helci R. Pereira


Por ocasião da pesca maravilhosa, após a frustração de nada ter conseguido pescar a noite toda, Jesus mandou que Pedro, seu discípulo pescador, lançasse sua rede ao mar alto (Lc 5.4).
A determinação do Senhor foi de lançar a rede em águas mais profundas!
Em resposta à inquietação e angústia dos discípulos, por nada terem conseguido durante toda uma noite de pesca, foi que lançassem suas redes em águas mais profundas.
Todos nós, hoje, como servos do Senhor, experimentando dissabores, frustrações e fracassos em nossa pesca diária, de forma alguma podemos deixar de responder a esse desafio do Mestre: Lançai as vossas redes em águas mais profundas! Exercei fé!
Eles, os discípulos, achavam-se cansados, desanimados. A labuta de toda uma noite não lhes dera peixe algum!
O Mestre vem e os desafia a não se entregarem ao desânimo, à derrota. Mesmo em condições desfavoráveis, eles precisavam lançar as redes, mas em águas mais profundas.
Eles fizeram isso. O resultado, nós sabemos. Sua barca encheu-se de peixes como nunca acontecera. As redes se rompiam de tanto peixe. Encheram as duas barcas. Que bênção!
O desafio é para todos nós, em nosso caminhar de pregoeiros da verdade. Não entregar os pontos! Não hesitar! Não parar, desnorteados! Mas, avançar para águas mais profundas. Romper com atitudes de desânimo e comodismo e superar toda a sensação de perda ou de fracasso.
A lição maior para nós: Mesmo que a situação não nos seja animadora, as circunstâncias sejam desagradáveis, os desafios e problemas pareçam ser maiores do que nossas forças, confiemos na Palavra tranqüilizadora do Mestre e vamos às águas mais profundas, sem medo, sem temor, na certeza absoluta de que, na hora que não tem hora, a pesca virá e haverá fartura de bênçãos no barco da vida.

quinta-feira, 12 de julho de 2007

REFLEXÃO SOBRE AS ÚLTIMAS DECLARAÇÕES DA IGREJA DE ROMA

POSICIONAMENTO DO PRESIDENTE DO SUPREMO CONCÍLIO DA IPB ( o texto segue abaixo)Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2007/07/11/santa_s233_igreja_de_roma_233_a_250nica_igreja_de_cristo_919410.html

Lideranças cristãs brasileiras não católicas consideram que a divulgação do documento Respostas a Questões Relativas a Alguns Aspectos da Doutrina sobre a Igreja pelo Vaticano aconteceu em momento inoportuno. O documento afirma que a única Igreja de Cristo é a Igreja Católica e que as denominações protestantes não podem ser chamadas de Igrejas.
O conteúdo do texto, no entanto, é tido como coerente com o posicionamento histórico da Igreja Católica. “O documento está dentro da linha teológica tomista defendida pela Igreja Católica. Acreditamos que estão apenas reafirmando essa crença”, afirma o presidente do Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil, Roberto Brasileiro. O bispo primaz da Igreja Episcopal Anglicana, d. Maurício Andrade, diz que o documento católico não traz novidades. “Poderia ter sido um comunicado interno.”
Outros líderes acreditam que faltou bom senso. “Bento XVI jogou uma pá de cal na linha alegre e solidária que foi adotada pela Igreja Católica durante o papado de João XXIII”, diz o pastor evangélico e ex-presidente da Associação Evangélica Brasileira (AEvB), Ariovaldo Ramos. Para ele, a atitude do Vaticano equivale à expulsão de casa dos integrantes de uma mesma família.
Leiam o texto "Liberais levam cano dos católicos"
http://tempora-mores.blogspot.com/

quarta-feira, 11 de julho de 2007

PENSAMENTOS


1. O homem é mais livre quando controlado apenas por Deus. (Agostinho)

2. O caminho mais certo para entender a bíblia é aceitar o fato de que Deus está falando em cada linha de suas páginas. (J.Blanchard)

3. Quando a lei de Deus é escrita em nosso coração, nossos deveres passam a ser nossos prazeres. (Matthew Henry)

4. Eu creio no Deud que criou os homens, e não nos ídolos que os homens criaram. (João Calvino)

5. A maior coisa que alguém pode fazer por sua nação é orar por ela. (S.D.Gordon)

6. A vida do cristão deve ser simplismente uma representação visível de cristo. (Thomas Books)

7. Se você fosse preso por ser cristão, heveria provas suficientes para condená-lo? (David Otis Fuller)

8. Um cristão sem alegria é um difamador de seu senhor. (Northcote Deck)

9. A paz é o sorriso de Deus refletido na alma do crente. (Willian Hendriksen)

10. Quando Abraão saiu de sua terra não conhecia ao certo o seu destino, mas conhecia bem quem o acompanhava. (J.Blanchard)

A fábula das três árvores

Havia, no alto da montanha, três pequenas árvores que sonhavam o que seriam depois de grandes. A primeira, olhando as estrelas, disse:- Eu quero ser o baú mais precioso do mundo, cheio de tesouros. Para tal, até me disponho a ser cortada.A segunda olhou para o riacho e suspirou:- Eu quero ser um grande navio para transportar reis e rainhas.A terceira árvore olhou o vale e disse:- Eu quero ficar aqui no alto da montanha e crescer tanto que as pessoas, ao olharem para mim, levantem seus olhos e pensem em Deus.Muitos anos se passaram e certo dia vieram três lenhadores pouco ecológicos e cortaram as três árvores, todas ansiosas em serem transformadas naquilo com que sonhavam. Mas, lenhadores não costumam ouvir e nem entender sonhos!... Que pena! A primeira árvore acabou sendo transformada num cocho de animais, coberto de feno. A segunda virou um simples e pequeno barco de pesca, carregando pessoas e peixes todos os dias. E a terceira, mesmo sonhando em ficar no alto da montanha, acabou cortada em altas vigas e colocada de lado em um depósito.E todas as três se perguntavam desiludidas e tristes:- Para que isso?Mas, numa certa noite, cheia de luz e de estrelas, onde havia mil melodias no ar, uma jovem mulher colocou seu neném recém-nascido naquele cocho de animais. E de repente, a primeira árvore percebeu que continha o maior tesouro do mundo... A segunda árvore, anos mais tarde, acabou transportando um homem que acabou dormindo no barco, mas quando a tempestade quase afundou o pequeno barco, o homem se levantou e disse: "PAZ"! E num relance, a segunda árvore entendeu que estava carregando o rei dos céus e da terra. Tempos mais tarde, numa sexta-feira, a terceira árvore espantou-se quando suas vigas foram unidas em forma de cruz e um homem foi pregado nela. Logo sentiu-se horrível e cruel. Mas, logo no domingo, o mundo vibrou de alegria e a terceira árvore entendeu que nela havia sido pregado um homem para salvação da humanidade, e que as pessoas sempre se lembrariam de Deus e de seu filho Jesus Cristo ao olharem para ela. As árvores haviam tido sonhos... Mas as suas realizações foram mil vezes melhores e mais sábias do que haviam imaginado. Temos os nossos sonhos e nossos planos que, por vezes, não coincidem com os planos que Deus tem para nós; e, quase sempre, somos surpreendidos com a sua generosidade e misericórdia.Importante compreendermos que tudo vem de Deus e crermos que podemos esperar Nele, pois Ele sabe muito bem o que é melhor para cada um de nós.

sábado, 7 de julho de 2007

ESPELHO, ESPELHO MEU

Autor: Desconhecido

Certa vez um homem rico e religioso, mas muito avarento, foi visitado por um sábio. O visitante, com todas as atenções, levou-o à janela e perguntou-lhe:
- Olhe lá para fora, o que você vê?
- Vejo homens, mulheres e crianças.
Então, o sábio pegou um espelho grande e com ele "fechou" a janela. E perguntou:
- E agora, o que você vê?
- Vejo só a mim mesmo!
- Tome nota, disse o sábio, na janela há vidro e no espelho também, mas o vidro do espelho tem prata num dos lados.
Uma lição se aprende: Logo que se junta prata, deixamos de ver os outros para só vermos a nós próprios. Cuidado com a prata.

Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma?
Mateus 16.26

A C A M I N H O D O C H I L E

Por Rev. Ashbell

Para mim, falar do meu chamado de missões é algo que faço com prazer e naturalmente. É sempre uma grande emoção e alegria compartilhar como Deus agiu e me chamou para dedicar-me a maravilhosa Obra de Missões Mundiais.

Apresento o “Projeto Missionário do Chile”. A Igreja Presbiteriana do Chile entrou em crise por causa do liberalismo teológico. Hoje um grupo de pastores Presbiterianos, motivados pelo próprio Senhor, a restaurar a Igreja Presbiteriana Chilena. Vários irmãos já estiveram auxiliando a Igreja, nas questões teológicas e outras. Há um pequeno seminário formado pelos nossos pastores, que já experimentaram a boa teologia ministrada pelo Rev. Augustus Nicodemus, Alderi Mattos, Davi Gomes e outros Doutores da IPB.
Comprometi com o Rev. João Petreceli da Silva (petreceli@terra.com.br), a liderar uma Caravana Missionária ao Chile.

História da Igreja Presbiteriana no Chile

Fundador: David Trumbull em 1845
É mais antiga que a IP do Brasil.
Possui:
1- Sínodo
4 - Presbitérios
23 - Igrejas
Em torno de 1.500 membros
1 Seminário Recém - inaugurado.
Necessita urgentemente de uma reforma doutrinária e um avivamento missionário.

terça-feira, 3 de julho de 2007

DITADURA GAY - JUÍZA MANDA RETIRAR OUTDOOR COM TEXTO DA BÍBLIA

Uma instituição cristã de Campina Grande protestou contra o projeto de lei PLC 122/2006 que está na Comissão de Direitos Humanos do Senado, o qual caracteriza como crime de preconceito, sujeito a prisão, qulaquer manifestação contária às práticas homossexuais. Alegando defesa de si, o movimento homossexual impõe uma ditatura gay.Os outdoors traziam a frase:
"Homem e mulher os criou e viu Deus que isso era bom"
http://www.youtube.com/watch?v=EzuehhPHuJM&mode=related&search=
http://www.youtube.com/watch?v=hcKLksg2xY0
http://www.youtube.com/watch?v=EzuehhPHuJM&mode=related&search= (COPIE E COLE NA PÁGINA)
http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM692002-7823-POLEMICA+EM+OUTDOORS+DE+CAMPINA+GRANDE,00.html
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VEJAM a manifestação de Dom Robinson sobre o caso de Campina Grande:Citar a Bíblia Já é Crime no Brasil Um outdoor apenas com o título de um tipo de comportamento humano HOMOSSEXUALISMO, uma referência ao texto do Livro de Gênesis “E FEZ DEUS HOMEM E MULHER E VIU QUE ERA BOM”, e o nome da entidade patrocinadora VISÃO NACIONAL PARA A CONSCIÊNCIA CRISTÃ (VINACC) foi retirado, por ordem judicial, na cidade de Campina Grande, na Paraíba.A juíza da Primeira Vara Civil ainda mandou retirar esses dizeres do site daquela organização evangélica e proibiu um ato público por ela patrocinado. Cerceada a manifestação de pensamento e o direito de reunião para fins pacíficos, que são garantias constitucionais, antes mesmo da Lei Heterofóbica em discussão no Senado Federal.O Estado Secularista (não Laico) que está se desenhando no Ocidente pós-cristão, e que já chega até nós, está sendo aparelhado pela minoria organizada da causa pró-gay, e, como já temos estado advertindo, estamos vendo o início de um novo ciclo de perseguição religiosa. Não podemos trair a memória e o sangue derramado pelos mártires da Igreja através dos séculos, e o Senhor não nos deu um espírito de covardia.Uno a minha voz a personalidades como o Arcebispo Metropolitano Católico Romano de João Pessoa, Dom Aldo Pagotto, e à combativa e heróica psicóloga Rosângela Justino em apoio à proposta empalmada pela VINACC e em protesto contra o arbítrio do Estado contra o Povo de Deus em sua lealdade à Revelação.Paripueira (AL), 22 de Junho de 2007.
Dom Robinson Cavalcanti, os e Bispo Diocesano Diocese do Recife – Comunhão Anglicana
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VEJAM manifestção de Pr. Presbiteriano de São Paulo apelando à Procuradoria da Paraíba:Exmos. Senhores Procuradores do Estado da Paraíba,Tenho acompanhado pela mídia o caso dos out-doors em Campina Grande-PB e fiquei estarrecido e muito preocupado com a decisão judicial contra a exposição da mensagem dos referidos cartazes.Pois trata-se tão somente da manifestação da convicção religiosa de cidadãos brasileiros da Paraíba, que simplesmente transcreveram um texto da Bíblia, sem nenhum traço de violência ou de incitação à mesma.Porque será que um grupo pode manifestar livremente as suas opiniões e convicções e outros não? Será que temos em nosso país, brasileiros que sejam mais brasileiros do que os demais? Será que temos uma casta de brasileiros da qual ninguém pode discordar? É crime ter opinião e expressa-la?Senhores isto é muito sério, pois tal decisão fere o sagrado direito à liberdade de consciência e de expressão;POR ISSO SOLICITO A INTERVENÇÃO DOS SENHORES NESTA SITUAÇÃO FAZENDO VALER OS DIREITOS CONSTITUCIONAIS DAQUELES QUE, RESPEITOSAMENTE, SE MANIFESTARAM CONTRA A PRÁTICA HOMOSSEXUAL.Paulo Ribeiro Fontes Cidadão Brasileiro de São Paulo-SP
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a mocidade de uma igreja presbiteriana em SP abriu um orkut só para discutir o temaoRKUT CONTRA o PLC 122/2006
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=33911342 (COPIE E COLE NO ENDEREÇO)
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Para maiores informações acessem:
http://juliosevero.blogspot.com/2007/06/o-perigo-do-plc-1222006.html
http://movimentodeapoio.blogspot.com/2007/05/mais-sobre-o-nefasto-plc-1222006.html
http://www.conscienciacrista.com.br/novo/geral/novo-destaque5.php?
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segunda-feira, 2 de julho de 2007

AVANCO MISSIONÁRIO NA CIDADE DE AMARANTE/MA


Avancistas do PROMASUL - Projeto Missionário Maranhão do Sul realizaram no dia 30 de junho o II Avanço Missionário na cidade de Amarante / MA.
Houve folhetagem, apresentação de coreográfias e peça de teatro.
Os avancistas no sul do Maranhão estão cumprindo o ide do Senhor Jesus.
O resultado foi abençoador para a cidade.

domingo, 1 de julho de 2007

Missões presbiterianas em Apuí, município do extremo sul do Amazonas

Rev. Ananias Loback
O município de Apuí está localizado no extremo sul do estado do Amazonas, limitando-se com os estados do Mato Grosso e Pará, sendo assim um ponto de encontro dos três Estados. Por esse motivo, há uma estrada municipal chamada Vicinal Três Estados. A principal fonte de riqueza é a pecuária. A cidade, em extensão, é equivalente ao estado da Paraíba ou aos estados de Sergipe e Alagoas somados. Não obstante, sua população é só de 20 mil habitantes, muitos provenientes de outros locais do Brasil. É a única cidade do Amazonas sem porto fluvial, sendo formada à margem da Rodovia Transamazônica, que cruza o município numa extensão de 260 km. O trabalho presbiteriano teve o seu primeiro missionário em 1984. Um templo de madeira foi inaugurado em 1988. Já em 2002, quando aqui chegamos, esse mesmo templo estava parcialmente apodrecido e teve que ser substituído por um novo em alvenaria, cuja inauguração foi realizada em fevereiro de 2006.
Com a cooperação de outras IPBs e da JMN, estamos lançando os alicerces do espaço Educacional-Social. Trata-se de um local com 300 m² para desenvolver os programas e atividades que muito contribuirão para a evangelização. Outros trabalhos aqui desenvolvidos são: meia hora diária de programa de segunda a sexta feira na rádio local, evangelização nos lares e manutenção de cinco grupos familiares e evangelização na creche municipal duas vezes por semana. Nossa alegria é ver pessoas deixando as trevas e vindo para a luz de Jesus. Orem conosco para que Deus envie recursos para a construção do espaço Educacional-Social. Informações sobre o campo missionário pelo e-mail ananiasloback@yahoo.com.br.

sexta-feira, 29 de junho de 2007

OPINIÃO

Fonte: http://jbonline.terra.com.br/

OPINIÃO: Porcaria de leiOlavo de Carvalho, filósofo Ilustres senhores parlamentares: Vossas Excelências podem votar, se quiserem, essa porcaria de lei que proíbe criticar o homossexualismo. Podem votá-la até por unanimidade. Podem votá-la sob os aplausos da Presidência da República, da ONU, do Foro de São Paulo, de George Soros, das fundações internacionais bilionárias, do Jô Soares, do beautiful people inteiro. Não vou cumpri-la. Não vou cumpri-la nem hoje, nem amanhã, nem nunca. Por princípio, não cumpro leis que me proíbam de criticar ou elogiar o que quer que seja. Nem as que me ordenem fazê-lo. Não creio que haja, entre os céus e a terra, nada que mereça imunidade a priori contra a possibilidade de críticas. Nem reis, nem papas, nem santos, nem sábios, nem profetas reivindicaram jamais um privilégio tão alto. Nem os faraós, nem Júlio César, nem Átila, o huno, nem Gengis Khan ambicionaram tão excelsa prerrogativa. O próprio Deus, quando Jó lhe atirou as recriminações mais medonhas, não tapou a boca do profeta. Ouviu tudo pacientemente e depois respondeu. As únicas criaturas que tentaram vetar de antemão toda crítica possível foram Adolf Hitler, Josef Stálin, Mao-Tse-Tung e Pol-Pot. Só o que conseguiram com isso foi descer abaixo da animalidade, igualar-se a vampiros e demônios, tornar-se alvos da repulsa universal. Nada é incriticável. Quanto mais o simples gostinho que algumas pessoas têm de fazer certas coisas na cama. Nunca na minha vida parei para pensar se havia algo de errado no homossexualismo. Agora estou começando a desconfiar que há. Nenhuma coisa certa, nenhuma coisa boa, nenhuma coisa limpa necessita se esconder por trás de uma lei hedionda que criminaliza opiniões. Quem está de boa intenção recebe críticas sem medo, porque sabe que é capaz de respondê-las no campo da razão, talvez até de humilhar o adversário com a prova da sua ignorância e má-fé. Só quem sabe que está errado precisa se proteger dos críticos com uma armadura jurídica que aliás o desmascara mais do que nenhum deles jamais poderia fazê-lo. Só quem não tem o que responder pode pedir socorro ao aparato repressivo do Estado para fugir da discussão. E quanto mais se esconde, mais põe sua fraqueza à mostra. Sim, senhores. Nunca, ao longo dos séculos, alguém rebaixou, humilhou, desmascarou e escarneceu da comunidade gay como Vossas Excelências estão em vias de fazer. As pessoas podem ter acusado os homossexuais de fingidos, de ridículos, de tarados, de pecadores. Ninguém jamais os qualificou de tiranos, de nazistas, de inimigos da liberdade, de opressores da espécie humana. Vossas Excelências vão dar a eles, numa só canetada, todas essas lindas qualidades. Depois não reclamem quando aqueles a quem essa lei estúpida jura proteger se tornarem objeto de temor e ódio gerais, como acontece a todos os que tomam de seus desafetos o direito à palavra. Quem, aprovada a PLC 122/ 06, se sentirá à vontade para conversar com pessoas que podem mandá-lo para a cadeia à primeira palavrinha desagradável? Os homossexuais nunca foram discriminados como dizem que o são. Graças a Vossas Excelências, serão evitados como a peste.

segunda-feira, 25 de junho de 2007

EQUIPE DO AVANÇO NA COLÔNIA TREZE

AVANCISTAS DAS IGREJAS:
IP PEDRINHAS, IP SIMÃO DIAS E CAMPO MISSIONÁRIO DE ARAÚA.

Ao entrardes numa casa, dizei antes de tudo: Paz seja nesta casa! Lucas 10.5
REGRESSO DOS SETENTA
Na Colônia Treze de Lagarto no dia 07 de junho do corrente ano, o PROSEMAN da IP Pedrinhas juntamente com os avancistas da IP Simão Dias e Campo Missionário de Araúa, realizaram mais um Avanço Missionário, contamos com o esforço do missionário Marcelo Andrade do campo para viabilizar toda a estrutura para a realização do mesmo.
A equipe para esse avanço foi formada por 44 avancistas.
Como em todos os avanços realizamos pela manhã folhetagem e cultos relâmpagos nas ruas e à tarde cumprimos o mandato do Senhor de ir de dois em dois nas residências.
O culto à noite foi bem concorrido havendo uma presença de mais de 100 pessoas, o Rev. Eber Pinheiro Viana foi o mensageiro.
O resuldado foi abençoador: 152 residências visitadas, 139 pessoas confessaram Jesus, 129 pessoas pediram visita do missionário e 72 pessoas pediram para fazer curso bíblico e uma pessoa solicitou visita urgente que foi prontamente atendida pelo Rev. Eber e Missionário Marcelo.
Que o Senhor esteje derramando a sua maravilhosa Graça na Colônia Treze de Lagarto sergipe.


AVANCISTAS EM RIBEIRÓPOLIS/SE

AVANÇO MISSIONÁRIO NA CIDADE DE RIBEIRÓPOLIS EM QUE CONTAMOS COM AVANCISTAS DAS IGREJAS: IP PEDRINHAS, IP SIMÃO DIAS E CAMPOS MISSIONÁRIOS DE ARAÚA, POÇO VERDE E RIBEIRÓPOLIS.

" Depois disto, o Senhor designou outros setenta; e os enviou de dois em
dois, para que o procedessem em cada cidade e lugar aonde ele estava para ir
". Lucas 10.1
REGRESSO DOS SETENTA:
Foi realizado na cidade de Ribeirópolis no dia 06 de abril do corrente ano mais um Avanço Missionário. O PROSEMAN - Projeto Sergipe Missionário da IP Pedrinhas juntamente com a IP Simão Dias e Campo Missionário de Araúa e Poço Verde, foram em caravana à cidade de Ribeirópolis - Sergipe.
Pela manhã foi realizado folhetagem nas ruas da cidade com cultos relâmpagos e pela tarde cumprindo o mandato dos setenta conforme Lucas 10.5 foram visitadas 110 residências.
O resultado de um dia de trabalho foi: 110 residências visitadas, 107 pessoas confessaram Jesus, 100 pessoas pediram visitas do missionário em suas residências e 53 pessoas pediram para fazer curso bíblico.
O resultado foi abençoador.

IP PEDRINHAS - 2 anos no Kirguistão

No dia 28/7/2007, fez 2 anos que chegamos a Kirguistão. Paramos para avaliarmos esses 24 meses e gostaríamos de compartilhar 5 palavras que descrevem bem os primeiros 12 meses no campo.
I. SATISFAÇÃO - Quando chegamos, ficamos como quem sonha. Tudo era tão novo e diferente. Nosso coração estava cheio de gratidão e louvor ao nosso Deus que nos trouxe para o campo depois de 14 anos de espera.
II. CHOQUE - Muitas vezes tínhamos ouvido e lido sobre o choque cultural, mas nunca sobre o choque cultural que os filhos dos missionários passavam. Os primeiros 6 meses foram terríveis. Não queriam ir para a escola, viviam pedindo para voltar para sua casa , igreja e avós. Nesse ano, nunca passamos mais de 20 dias sem pelo menos um dos meninos estarem doentes.
III. ALEGRIA - Oramos muitas vezes para que o Senhor nos desse uma família local para amarmos e trabalharmos juntos. Como foi bom ver Deus trazendo o Kuban, a Meirim e seus filhos para perto de nós, família que mora na vila que ajudamos.
IV. FRUSTRAÇÃO - Depois de alguns meses, descobrimos que o aprendizado da língua era mais complicado e difícil do que pensávamos. Queríamos começar logo a trabalhar, mas a barreira da língua e a dificuldade ao aprendizado trouxe desânimo e frustração ao nosso coração.
V. DESAFIO - Temos dois grandes desafios. Um projeto de plantação de igrejas nas pequenas cidades ao redor de Bishkek, pois nesses vilarejos não existem igrejas para continuar o nosso trabalho de evangelização de jovens em Bishkek através do ministério de acampamento.Como já havia compartilhado, tive a oportunidade de trabalhar em um Acampamento para jovens e adolescentes. O Senhor me deu dois presentes no dia 3 de agosto. Fiz o meu primeiro batismo no campo e quando preguei à noite, 12 jovens ortodoxos e muçulmanos vieram à frente entregando suas vidas ao Senhor Jesus. Para mim, foi como um presente do Pai pelo nosso primeiro aniversário no campo.
Rev. Marcus Vinicius, Andrea, Elizabeth e Asaph Figueiredo

CASA DE ORAÇÃO OU CASA DE SHOW?

Pr. Franklin Dávila

“A minha casa será chamada Casa de Oração”. Jesus se referia ao Templo, um lugar no tempo e no espaço. Ele disse isto diante da ocupação desrespeitosa de alguns que usaram a Casa do Senhor indevidamente, cujo serviço não agradava ao Senhor.
Um templo erigido e dedicado a Deus será sempre um espaço reservado na terra para o povo se congregar e adorar, um lugar para louvá-Lo, onde se reconheça sua Divindade e Santidade, Poder e Soberania, Justiça e Graça. Será um lugar para exaltá-Lo pelos seus poderosos feitos, um lugar de gratidão pela salvação da alma.
A Casa de Oração é dentre todos os lugares o mais especial, pois é ali que o povo de Deus se congrega, onde se reúnem os filhos do Senhor, os membros da universal assembléia, da igreja dos primogênitos arrolada nos céus, os da família de Deus. E, como se já não bastassem esses motivos tão extraordinários, há um que é o mais significativo: Jesus se faz presente no momento do culto, no meio da congregação, entre o povo, participando nos cânticos congregacionais de louvor. Cristo canta com o povo louvores ao Pai!
Que maravilha! Quando o pastor diz: “irmãos, Jesus está em nosso meio” isto não é uma declaração vazia, romântica, apenas para iniciar a adoração e causar impacto espiritual. Não! Ele diz exatamente aquilo que Jesus testifica para o Pai: “...a meus irmãos declararei o teu nome, cantar-te-ei louvores no meio da congregação...eis aqui estou eu e os filhos que Deus me deu” (Heb 2.12-13). Jesus não se faz apenas presente mas tem participação na adoração.
Se todos os que se reúnem na Casa do Senhor para adorar tivessem consciência da presença de Cristo na congregação (gente), naquele momento tão especial e espiritual como o culto de adoração, certamente se portariam com mais reverência, e tudo teria mais essência e mais vida. A liturgia seria mais criteriosa e planejada, a pregação mais cristocêntrica e os congregados mais reverentes. A adoração seria em “espírito e verdade”.
Acontece que muita Casa de Oração já não é mais lugar de adoração. Foi transformada Casa de show. Salões com fachada de “igreja” estão repletos de gente que canta de tudo, toca de tudo, dança, pula, grita, se arrasta pelo chão, imita animais. Um barulho instrumental que agita e perturba. Um verdadeiro show capaz de matar de inveja muito cantor popular sem sucesso, ou cantor em fim de carreira.
Nessas Casas de Show a doutrina não é ensinada, a pregação é meteórica. A exortação é para que todos se alegrem, se abracem e beijinhos e mais beijinhos são o termômetro emocional da comunhão.
Ora, se Jesus está na Casa de Oração, no meio da congregação, entre os irmãos que Deus lhe deu. Se Jesus participa da liturgia com a congregação, cantando louvores ao Pai juntamente com os irmãos, nem de longe posso imaginar Cristo na Casa de Show, participando desses “cultos modernos”, assumindo o mesmo comportamento adorativo desse povo. Não, não dá para acreditar que ali estão reunidos os verdadeiros adoradores chamados pelo Pai. Certamente Jesus não está ali, Ele está do lado de fora, desse espaço que deseja ser santuário.
Ouve-se com freqüência dos freqüentadores da “Casa de Show” que a boa intenção é que vale: “se for para Jesus tudo é válido”, “faça o que quiser desde que seja para Jesus”, “Deus quer é o coração”. E a regra de fé e prática é rasgada.
Como podemos aceitar que os freqüentadores dessa Casa de Show sejam adoradores de Deus? Adoradores são sim, mas de si próprios e do espírito das trevas. O deus deles é o Pai da mentira.
A questão não se trata de gostar ou não; de ser reformado ou não; liberal ou conservador; jovem ou idoso; moderno ou antiquado. A questão vai além de tudo isso, o comportamento dessa turma é antibíblico, tanto que a coisa já está no terreno da insensatez, do irracionalismo, do escândalo.
“Alegrei-me quando me disseram: vamos à Casa do Senhor”, assim cantava Davi. Que seja restaurado o altar do Senhor, para que os verdadeiros adoradores, de modo congregacional, possam “adorar ao Pai em espírito e verdade”. E assim também cantaremos nós!

A Reforma e Missões

Ronaldo Lidório

A Presença da Igreja como agente de expansão da Palavra pregada A Reforma Protestante desencadeada com as 95 teses de Lutero divulgadas em 31 de outubro de 1517 foi, sobretudo, eclesiástica em um momento em que todos os olhares se voltavam para a reestruturação daquilo que a Igreja cria e vivia. Renasceram assim, os dogmas evangélicos. A Sola Scriptura defendia uma Igreja centrada nas Escrituras, Palavra de Deus; a Sola Gratia reconhecia a salvação e vida cristã fundamentadas na Graça do Senhor e não nas obras humanas; a Sola Fide evocava a fé e o compromisso de fidelidade com o Senhor Jesus; a Solus Christus anunciava que o próprio Cristo estava construindo Sua Igreja na terra sendo seu único Senhor e a Soli Deo Gloria enfatizava que a finalidade maior da Igreja era glorificar a Deus. A Missão da Igreja, sua Vox Clamantis, não fez parte dos temas defendidos e pregados na Reforma Protestante de forma direta. Isto por um motivo óbvio: os reformadores como Lutero, Calvino e Zuínglio possuíam em suas mãos o grande desafio de reconduzir a Igreja à Palavra de Deus e assim, todos os escritos foram revestidos por uma forte convicção eclesiológica e sem uma preocupação imediata com a missiologia. Isto não dilui, entretanto, a profunda ligação entre a reforma e a obra missionária por alguns motivos: a) A Reforma levou a Igreja a crer que o curso de sua vida e razão de existir deveriam ser conduzidos pela Palavra de Deus (submetendo o próprio sacerdócio a este crivo bíblico) e foi justamente esta ênfase escriturística que despertou Lutero para a tradução da Palavra na língua do povo e inspirou, posteriormente, centenas de traduções populares em diversos idiomas, fomentando posteriormente movimentos como a Wycliffe Bible Translators, com a visão da tradução das Escrituras para todas as línguas entre todos os povos da terra. Hoje contamos com a Palavra do Senhor traduzida para 2.212 línguas vivas. João Calvino enfatizava que “... onde quer que vejamos a Palavra de Deus pregada e ouvida em toda a sua pureza... não há dúvida de que existe uma Igreja de Deus”. O grande esforço missionário para a tradução bíblica resulta diretamente dos ensinos reformados. b) A Reforma reavivou o culto onde todos os salvos, e não apenas o sacerdote, louvavam e buscavam a Deus. E Lutero, em uma de suas primeiras atitudes, colocou em linguagem comum os hinos entoados nos cultos. Esta convicção de que é possível ao homem comum louvar a Deus, incorporou na Igreja pós-reforma o pensamento multiétnico, onde “o desejo de levar o culto a todos os homens”, como disse Zuínglio, não demorou a ressoar na Igreja, culminando com o envio de missionários para o Ceilão, pela Igreja Reformada holandesa, no século XVII, que disparou um progressivo envio missionário e expansão da fé Cristã nos séculos que viriam. Um culto vivo ao Deus vivo foi um dos pressupostos reformados que induziu a obra missionária a levar este culto a todos os homens, transpondo barreiras linguísticas, culturais e geográficas. c) A Reforma trouxe a Glória de Deus como motivo de vida da Igreja, e isto definiu o curso de todo o movimento missionário pós-reforma onde o estandarte de Cristo, e não da Igreja, era levado com a Palavra proclamada entre outros povos. Os morávios já testificavam isto quando o conde Zinzendorf, ao ser questionado sobre seu real motivo para tão expressivo e sacrificial movimento missionário, responde: “estou indo buscar para o Cordeiro o galardão do Seu sacrifício”. John Knox, na segunda metade do século XVI, escreveu que a Genebra de Calvino era “a mais perfeita escola de Cristo que jamais houve na terra desde a época dos apóstolos ”. O centro das atenções, portanto, era Cristo, e nascia ali um modelo cristocêntrico de pregação do evangelho que marcaria o curso da história missionária nos séculos posteriores. Mas, sobretudo, a Reforma Protestante passou a Igreja pelo crivo da Palavra e isto revelou-nos a nossa identidade bíblica, segundo o coração de Deus. Seguindo o esboço desta eclesiologia reformada, poderemos concluir que somos uma comunidade chamada e salva pelo Senhor com uma finalidade na terra. Zuínglio, logo após manifestar sua intenção de passar a pregar apenas sermões expositivos em janeiro de 1519, afirmou em sua primeira prédica que “a salvação põe sobre nós a responsabilidade de obediência ”. Seguindo esta ênfase eclesiológica sob cunho escriturístico vemos que Ekklesia, Igreja, é um termo composto que pode ser dividido em “Ek” (para fora de) e “Klesia”, que vem de “Kaleo” (chamar). Etimologicamente pode, portanto, ser entendida como “chamada para fora de”, o que a principio nos dá uma idéia mais real desta comunidade dos santos que entra em um templo, mas precisa postar seus olhos além muros. Obviamente o termo também está ligado a “agrupamento de indivíduos” e de certa forma a “instituição”, porém, em todo o N.T., adquire o conceito de “comunidade dos santos” e, fora Mateus 16:18 e 18:17, está ausente dos evangelhos, aparecendo, porém, 23 vezes em Atos e mais de 100 vezes em todo o Novo Testamento. Gostaria que déssemos atenção neste momento a alguns conceitos neotestamentários e reformados para esta comunidade dos filhos de Deus, que foram demoradamente estudados pelos reformadores e impulsiona a Igreja hoje para uma obra missionária baseada na Sola Scriptura e para a glória de Deus.

1. Igreja de Deus
Comumente encontramos no N.T. a expressão “Igreja de Deus” (“Ekklesia tou Theou”), o que evidencia que esta Igreja veio de Deus e pertence a Deus. É uma comunidade que possui Deus como fonte; é eterna, espiritual e universal. Não provém de elucidação humana ou de uma obsessão nutrida por um grupo de loucos há 20 séculos, antes foi articulada por Deus, formada por Deus, é pertencente a Deus e permanece ligada a Deus. Independente das deturpações da fé, das ramificações que se liberalizaram, dos que se perderam pelo caminho, a Igreja permanece, pois é posse de Deus. Desta forma, a “Ekklesia tou Theou” necessita caminhar de acordo com o palpitar do coração de Deus, a quem pertence, traduzindo para sua vida os desejos profundos deste coração. É baseados nesta verdade que necessitamos renovar nosso compromisso com a eclesiologia bíblica – um grupo de santos chamado por Deus para a inusitada tarefa de transtornarem o mundo com o evangelho de Cristo.

2. Igreja local
Também no N.T. encontramos o conceito de “igreja local”. Em 1 Co 1:12 vemos, por exemplo, a expressão “Igreja de Deus que está em Corinto”, onde “que está” (“te ouse”) indica a localidade da igreja. Mostra-nos que os santos de Corinto pertencem à Igreja, e não que a Igreja pertence à Corinto, o que deve ficar bem claro. Nos últimos 2.000 anos a Igreja adquiriu uma forte tendência de se “localizar”, condicionando-se tão fortemente a uma cidade ou bairro, a ponto de alguns chegarem a defender uma “demarcação” geográfica da responsabilidade da Igreja, impedindo trabalhos fora da sua “jurisdição”. Num conceito neotestamentário, “Igreja” é uma comunidade sem fronteiras e, portanto, creio que há necessidade de sacramentalizarmos mais os santos e menos os templos. Missões não é um programa eclesiástico, é a respiração da Igreja. Lembro que na tribo Konkomba, no oeste africano, há uma expressão que diz: “respiração é vida – não é preciso pensar para respirar; não é preciso pensar para viver”.

3. Igreja humana
Também dentro do conceito de “Igreja”, nos deparamos no N.T. com um perfil bastante humano. Em 1 Ts 1:1, por exemplo, vemos “igreja de Tessalônica” (“ekklesia Thesalonikeon”), dando-nos a idéia daqueles que são Igreja, também sendo Tessalônicos, cidadãos de Tessalônica. Mostra-nos o fato de que, por serem “Igreja”, não significa que deixam de ser cidadãos, patriotas, carpinteiros, lavradores, comerciantes, desportistas, pais, mães ou filhos. “Igreja”, no N.T., não é apresentada como uma comunidade alienante, mas como uma comunidade que abrange o homem em seu contexto humano, fazendo-nos entender que esta Igreja não foi separada do mundo, e sim purificada dentro dele. Mostra-nos também, que na obra missionária, não há super-homens mas sim gente como a gente, tendo o privilégio de espalhar o Evangelho de Cristo além fronteiras. No livro de Atos, a humanidade passo a passo era chocada com a fé daqueles que “transtornavam o mundo”, onde o viver é Cristo, o objetivo era ganhar almas, a alegria era a adoração, o que os unia era a verdadeira comunhão, o amor era traduzido em ações, os fortes guiavam os fracos, as dificuldades eram enfrentadas com oração, a paz enchia os corações e todos, mesmo sem muita estrutura humana, possuíam como finalidade de vida apenas testemunhar do seu Mestre. Era uma Igreja visionária, formada por gente limitada como nós. Entretanto, quando olhamos para esta Ekklesia do Senhor Jesus no contexto embrionário do Novo Testamento, a pergunta que salta aos olhos é: qual deve ser a principal motivação dos santos para o envolvimento com a obra missionária mundial, fazendo Cristo conhecido entre todos os povos da terra? Nesta expectativa, olhamos para Paulo, o qual, como missiólogo, expôs aos Romanos a nossa real motivação bíblica e reformada. Para isto, é preciso reler Romanos 16:25-27, quando o apóstolo, encerrando esta carta de grande profundidade missiológica, diz:
“Ora, àquele que é poderoso para vos confirmar segundo o meu evangelho”(fala de Deus) “conforme a revelação do mistério” (o mistério é o Messias prometido a todos os povos) “e foi dado a conhecer por meio das Escrituras Proféticas” (este é o meio de Revelação) “segundo o mandamento do Deus eterno” (este é o meio de Eleição) “para a obediência por fé” (este é o meio de Salvação) “entre todas as nações” (Isto é, Missões – a extensão do plano salvífico de Deus)
Mas, qual o motivo para este plano divino, que visa a redenção de todos os povos? Ele responde no verso 27: “Ao Deus único e sábio seja dada glória ...” É a glória de Deus. Este é o maior e mais importante motivo para nos envolvermos com o propósito de fazer Jesus conhecido até a última fronteira do país mais distante, ou da criança caída na esquina da nossa rua. Martinho Lutero, em um sermão expositivo em 1513, baseado no Salmo 91, afirmou que “a glória de Deus precede a glória da Igreja”. É momento de renovar nosso compromisso com as Escrituras, reconhecer que existimos como Igreja pela graça de Deus, orar ardentemente por fidelidade de vidas e entender que o próprio Jesus está construindo a Sua Igreja na terra. E quando colocarmos as mãos no arado, sem olhar para trás, nos lembremos: a razão da nossa existência é a glória do Deus. Pois Deus é maior do que nós.

Os desafíos missionários para a igreja nesse milênio

Robson Brito

A forma como o evangelista João registrou a primeira multiplicação dos pães (João 6.1-12) nos revela que o nosso Salvador defrontou seus discípulos para com aquela multidão de mais de 15 mil pessoas famintas O senhor continua ainda hoje a nos desafiar. Trata-se de um desafio missionário, que se apresenta em três dimensões, na virada do milênio.

O DESAFIO DA FOME
Aquela multidão descrita no Evangelho havia estado com Jesus durante todo o dia. Gente simples que estava aflita pela vinda do Messias. Depois de ouvirem o Mestre o dia todo tinham muita fome. Não sabiam que Jesus podia saciar-lhes também o desejo de comerem comida material, pois o Nazareno ainda não tinha multiplicado pães. Podemos imaginar mulheres pálidas; crianças choramingando pedindo algo para matar a fome; homens, com o estômago roncando, sem saberem o que fazer. Como terá sido esse quadro?Atualmente, o mundo está faminto. Faminto de alimento material, mas principalmente, de um alimento que os supermercados não vendem e nem os navios carregam. As pessoas têm uma fome extrema: de paz; de sentido para a vida; de amor; de justiça; de esperança; enfim, de salvação.O nosso salvador continua dizendo para nós o que disse aos seus doze obreiros: “daí-lhe vós de comer”!

O DESAFIO PELOS SINAIS
Lemos em Jo 6.2: “E seguia-o uma grande multidão, porque via os sinais que operava sobre os enfermos”. O Espírito Santo nos diz com esse texto que também precisamos clamar pelos sinais. A nossa fé e a dos nossos evangelizados não deve sustentar-se nos sinais, mas sim, na Palavra. Entretanto, o Senhor prometeu-nos que, se nos lançássemos à obra da evangelização, Ele nos usaria com sinais. Assim, como Ele confirmava a Palavra dos primeiros cristãos com sinais que os seguiam, irá fazer o mesmo nos últimos dias.Mas, o Todo-Poderoso prefere agir mais, quando oramos. Então, vamos buscar mais os sinais para que as multidões sejam atraídas.

O DESAFIO DE UM MÉTODO EFICAZ
Em terceiro lugar, se quisermos cumprir o nossa missão de igreja na virada do milênio precisamos observar o método de Jesus. Na primeira multiplicação dos pães, o Mestre dos mestres nos ensina o jeito de fazer com que o trabalho dê resultados . O Senhor revela na passagem que estamos utilizando que seu método tem quatro características:Primeiro, começa com o teste: “Disse a Felipe: Onde compraremos pão, para estes comerem? Mas dizia isto para o experimentar; pois ele bem sabia o que ia fazer”.O senhor também nos testa, quando permiti-nos ver os menores abandonados; a prostituição; os viciados; os povos que não têm sequer um versículo Bíblico em sua língua; as necessidades dos povos não alcançados. Será que vamos passar no teste de Jesus?Segundo, o método de Jesus é participativo: Ele não declarou: “Como vou fazer para resolver o problema?”; ou “como vou me virar”? Mas sim, disse: “Onde compraremos pão”. A cada um dos apóstolos coube a responsabilidade de distribuir os pães multiplicados e depois cada qual deles teve que usar um cesto para colher as sobras. O senhor queria que eles se envolvessem em todas as dimensões do milagre. E Hoje, o Senhor continua querendo nos envolver na Sua obra! Vamos nos integrar.Terceiro, o método de Jesus depende de Deus: Jesus, ao pegar a merendinha daquele rapaz, não ficou olhando para limitação dos recursos. O evangelista Mateus declara que Ele olhou para cima e orou. Aprendamos a desconfiar de nós e confiar mais em Deus. Vamos orar mais, confessar ao Pai que dependemos d’Ele.Quarto, o método de Jesus é organizado. Chega de fazer a obra de Deus de modo desorganizado, ingênuo, somente na base do improviso! Não podemos mais fazer as coisas para o Senhor de qualquer maneira e depois nos desculparmos dizendo que é bom deixar as nossas atividades por conta do Espírito. O Espírito Santo não organiza bagunça promovida pela negligência. Jesus começa sua organização na multiplicação dos pães fazendo um levantamento dos recursos antes do milagre. Também, o evangelista Marcos diz que, antes de multiplicar os pães, Jesus mandou o povo sentar-se em grupos de 50 e 100 pessoas. Além disso, o Senhor proibiu o desperdiço - mandou guardar as sobras para que nada se perdesse. Vamos nos organizar para fazer a obra do senhor da mesma forma e os resultados serão maravilhosos.

NOSSA RESPOSTA AOS DESAFIOS
Deus sempre tem alguém! Naquele final de tarde Jesus pôde contar com um rapaz, que doou seu lanche para que Cristo alimentasse a multidão faminta. Esse moço nos ensina como devemos agir diante dos desafios de Deus nesse final de século.Precisamos nos identificar com a causa de Jesus. Aquele rapaz poderia estar em muitos outros lugares naquele dia quente. Poderia estar passeando a beira do Mar da Galiléia; brincando com seus colegas; vendo a marcha dos soldados romanos; mas, ele preferiu estar na presença de Jesus. Nós também precisamos “vestir a camisa de Jesus”, “vestir a camisa” de missões.Precisamos ser voluntários. Mais pessoas poderiam ter trazido lanche naquela multidão de 15 mil pessoas. Mas, somente esse rapaz doou seu lanche. Certamente, quando André começou a procurar comida entre aquele mundaréu de gente, aquele menino presumiu que o alimento que ele procurava seria levada para Jesus, ou seja, para o líder se alimentar. E foi por isso que prontamente ele ofereceu tudo o que Ele tinha. Estamos sendo voluntários na obra do Senhor?Precisamos estar preparados para servir a Cristo. Aquele jovem nos ensina que devemos seguir ao Senhor preparados, com recursos. Vamos nos preparar espiritual, teológica, psicológica, e culturalmente para fazer a obra de Deus! O método de Jesus exige auto-preparação de seus seguidores. É a ordem do apóstolo: “procura apresentar-te a Deus aprovado”. Vamos nos preparar!Precisamos valorizar o que somos e o que temos. Aquele rapaz, não se subestimou porque só tinha pão de cevada para oferecer. É bom lembrar que o pão de cevada era o pão dos pobres, o pão da Galiléia (terra de gente marginalizada pela elite judaica). O senhor Jesus também não fez pouco caso da merenda do rapaz. Não exigiu pão de trigo. Ele multiplicou os pães de cevada mesmo, o recurso que dispunha, na ocasião. Vamos entregar nossa cevada nas mão do Senhor. É isso que ele quer usar para saciar a fome das multidões! Valorize o que você é! valorize o que você tem! valorize o que você sabe fazer! Coloque diante do dono da obra a sua cevada!
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